Candidato diz ter ouvido 'zum zum zum' sobre fraude na Câmara

Nas eleições gerais, desde 2009 é proibido o ingresso na cabine de votação com aparelho celular ou qualquer outro equipamento que faça imagens

iG Minas Gerais | Folhapress |

LEONARDO PRADO/AGÊNCIA CÂMARA - 26.5.2010
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Candidato do nanico PSOL à presidência da Câmara, o deputado federal Chico Alencar (RJ) afirmou nesta terça-feira (27) ter ouvido um "zum zum zum" de que adversários estariam tramando uma fraude à eleição marcada para o domingo (1).

Alencar, que não falou de quem recebeu a informação nem em nomes de supostos fraudadores, disse que a intenção seria se aproveitar de uma brecha nas regras da votação, que é secreta.

A armação funcionaria da seguinte forma: os 513 deputados federais irão eleger o presidente da Casa em votação que se dará dentro de cabines fechadas, instaladas no plenário. A votação é eletrônica e secreta, mas como o regimento da Câmara não proíbe que o parlamentar entre na cabine com aparelhos celulares ou qualquer outro tipo de equipamento eletrônico, ele pode fotografar a tela de votação no momento em que tenha escolhido o candidato.

Nas eleições gerais, desde 2009 é proibido o ingresso na cabine de votação com aparelho celular ou qualquer outro equipamento que faça imagens. O objetivo é justamente evitar que o voto seja registrado a pedido de candidatos que praticam a compra de votos.

Há quatro candidatos para a presidência da Câmara. Além de Alencar, concorrem o líder da bancada do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), hoje o favorito, o petista Arlindo Chinaglia (SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

Alencar afirmou que irá procurar os adversários para propor que seja proibida a entrada na cabine com aparelhos eletrônicos e que, se não houver acordo, poderá levantar um questionamento no dia da votação.

A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara afirmou que fará uma análise sobre o caso, mas que dificilmente haverá proibição, já que isso não está previsto no regimento. No máximo, pode haver uma recomendação.

SINDICATO

Chico Alencar já concorreu ao comando da Câmara em 2013, ocasião em que teve apenas 11 dos 513 votos. Ele lançou sua candidatura na sexta com o objetivo de marcar posição.

"Não sou candidato a ser presidente do sindicato dos deputados, mas da Câmara. Em vez de construir mais um anexo de gabinetes, quero construir pontes com a sociedade", afirmou, se referindo à proposta dos adversários de construir mais gabinetes e elevar verbas do exercício do mandato.

O deputado do PSOL também apresentou um programa, que inclui a priorização das reformas política e tributária e de projetos da área de direitos humanos.

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