Quadrilha de traficantes de Contagem é desarticulada pela polícia

Grupo é suspeito de envolvimento em quatro homicídios, desde 2011, relacionados ao tráfico de drogas

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Nove traficantes de uma mesma quadrilha, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, estão sendo indiciados pelo envolvimento em quatro homicídios, ocorridos desde 2011, na cidade. O grupo foi apresentado, na manhã desta terça-feira (27).

De acordo com a delegada Fabíola Oliveira, com esses nove homens presos, a ocorrência de crimes relacionados ao tráfico de drogas deve reduzir na região do bairro Beija Flor.

A primeira vítima do grupo foi João Luiz dos Santos Costa, 21, que não tinha passagens pela polícia. Segundo a polícia, I.S.N., 26, desentendeu-se com um outro traficante da cidade e acabou sendo expulso da localidade onde morava. Com isso, os companheiros dele também deixaram a região, menos a vítima, que foi tida como "vira folha".

H.F.C., 23, C.R.S., 27, F.A.J., 29, foram presos pelo envolvimento no crime e P.F.O., 28, e I.S.N. ainda são procurados. O grupo sequestrou Costa na porta de um baile funk, que acontecia aos domingos, no bairro Bernardo Monteiro, usando carros e motos para cercá-lo e ele foi encontrado morto no dia seguinte, dia 17 de outubro de 2011, em uma mata no bairro Sapucaias, com marcas de tiros, ferimentos de agressão e com o rosto desfigurado com por pedradas na cabeça.

Os presos vão responder por formação de quadrilha e homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Em abril de 2013, Caio Henrique de Oliveira Gonçalves, 19, foi morto por engano, ao ser confundido com um rival de um dos membros da quadrilha.

I.G.S., 24, conhecido como "Foguinho" tinha brigado com um traficante chamado "Bruninho", e no dia da morte de Gonçalves, o suspeito teria visto o rival na frente de uma loja de som automotivo no bairro Industrial São Luiz. Ele buscou uma arma e já voltou atirando. Acabou matando Gonçalves que estaria com uma roupa muito parecida com a do alvo do suspeito.

A vítima estava se recuperando de um câncer e no dia anterior ao crime teria recebido uma proposta para fazer um curso em uma empresa automobilística no Rio de Janeiro. Ele não tinha envolvimento com crimes.

Um ano depois, Silenildo Batista dos Santos, 25, e Jeremias Quintão de Paula, 25, foram executados a tiros também no bairro Industrial São Luiz. De acordo com as investigações, o grupo usava um apartamento para a dolagem de drogas. Neste local, houve uma batida policial e a droga que estava no local foi apreendida. As vítimas, que estavam no apartamento, conseguiram fugir, mas deixaram documentos, que possibilitou a identificação.

A droga pertencia a T.J.P.V., 25, que passou a ameaçar Santos e Paula. Ele queria que os dois pagassem pela droga que ele tinha perdido. Sendo assim, B.V.S., 18, e M.V.G.N.,19, passaram a ficar de tocaia atrás da dupla e assim que houve um momento oportuno, com as vítimas desarmadas, avisou para D.C.C., 24, que tinha uma residência onde o grupo se reunia, e ele organizou toda a ação.

Um adolescente de 15 anos e A.M.E., 19, executaram as vítimas a tiros e fugiram com ajuda de T.J.P.V. e de W.P.V. Este último e o menor estão foragidos.  

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