CBF aciona jurídico para cobrar medidas contra caso de racismo

Meia brasileiro Marcos Guilherme foi chamado de macaco por jogador uruguaio e seleção tomará providências

iG Minas Gerais | Da redação |

Marcos Guilherme (segundo, da esq. p/ a dir.) foi vítima de injúrias raciais
Rafael Ribeiro/CBF
Marcos Guilherme (segundo, da esq. p/ a dir.) foi vítima de injúrias raciais

O Brasil não vai deixar barato o caso de racismo sofrido pelo meia Marcos Guilherme, no empate entre a seleção e o Uruguai pelo Sul-Americano Sub-20. Segundo o técnico Alexandre Gallo, o departamento jurídico já foi acionado para ver, junto à Conmebol, quais medidas podem ser tomadas.

“Estamos entrando em contato com o nosso departamento jurídico para tomar as atitudes cabíveis que a lei permite. Não suportamos isso , não gostamos disso. É muito ruim para o futebol. A gente espera uma punição. A Conmebol precisa tomar uma atitude séria. Temos que ter calma, paciência e buscar a lei”, afirmou o treinador ao Sportv, após a partida.

Revoltado com o ocorrido, o jovem atleta disse que o atacante Facundo Castro teria o chamado de macaco pelo menos umas cinco vezes, e que Leo Pereira, seu companheiro de equipe, escutou tudo.

“Acho que isso é desumano. A gente com 20 anos, representando o país e nossa família que ficou em casa, torcendo pela gente, vendo isso na TV. Ninguém fica contente com isso. Acho que isso não pode acontecer. Espero que alguém pelo menos tente tomar uma providência”, pediu o meia.

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