Milhas e milhas na busca do bi

Chegar aos destinos com a maior antecedência possível será uma das estratégias

iG Minas Gerais | Diego Costa e Fernando Almeida |

Roberto Chiari cuida do bom funcionamento do organismo dos atletas, inclusive em longas viagens
Bruno cantini/divulgação - 10.1.2015
Roberto Chiari cuida do bom funcionamento do organismo dos atletas, inclusive em longas viagens

O caminho que pode levar o Atlético ao segundo título da Copa Libertadores é bem longo. Pelo menos pelo grupo do Galo, a distância que o time irá percorrer supera a dos outros clubes brasileiros que vão disputar a competição.

Somente com as partidas da fase de grupos, Levir Culpi e companhia terão de percorrer mais de 30 mil km, entre idas e voltas. O voo mais longo será para encarar o Atlas-MEX, em Guadalajara. Serão 15.916 km para ir ao México e retornar à capital mineira.

E, para encarar a maratona, o Atlético vai se apoiar na experiência que o grupo adquiriu recentemente. Como vai disputar a Libertadores pela terceira vez seguida, o elenco já sabe o que é, por exemplo, enfrentar a altitude – como a de Bogotá, contra o Santa Fe-COL. Até mesmo uma viagem para a América do Norte não é uma novidade para o time alvinegro. Na campanha do título, em 2013, o Galo enfrentou o Tijuana, no México.

Fisiologista do clube, Roberto Chiari acredita que a bagagem adquirida nas últimas temporadas possa auxiliar o planejamento para 2015. “A experiência que a gente passou nos últimos anos ajuda muito. A base das últimas Libertadores está mantida. Os atletas já têm a consciência das dificuldades que vão enfrentar, como a alimentação nas cidades”, destaca Chiari.

Planejamento. Diante das adversidades, o melhor é se programar com antecedência. “O ideal seria ter um avião à disposição para fazer as viagens com tranquilidade, mas sabemos que precisamos seguir os horários das companhias aéreas. Por isso, o cuidado que temos é chegar com maior antecedência, para se ambientar nas cidades o mais rápido possível. A gente procura fazer com que os atletas tenham de uma a duas noites de sono já no local dos jogos”, afirma o fisiologista.

Dentro desse cenário, uma das principais preocupações de Roberto Chiari é com os voos longos e noturnos, como deve ser para encarar o Atlas, no México, no dia 15 de abril.

“Em relação aos voos mais longos, a gente usa umas meias compressivas para favorecer a circulação nas pernas. Já com os deslocamentos à noite, a nossa atenção acaba sendo redobrada, pois compromete todo o descanso dos jogadores”, conclue Chiari.

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