Medalhas do governo vão custar mais que as olímpicas

iG Minas Gerais |

A peso de ouro. Nove medalhas em honrarias são entregues pelo governo de Minas ao longo do ano. No entanto, são 15 tipos de unidades confeccionadas, já que algumas possuem mais de uma categoria. No geral, são dadas a personalidades de diversas áreas, por indicação política, afinidade com os governos que estão no poder ou por serviços considerados relevantes ao Estado. A primeira a ser entregue no ano é a Comenda da Paz Chico Xavier, em março.
reprodução/edital governo de minas
A peso de ouro. Nove medalhas em honrarias são entregues pelo governo de Minas ao longo do ano. No entanto, são 15 tipos de unidades confeccionadas, já que algumas possuem mais de uma categoria. No geral, são dadas a personalidades de diversas áreas, por indicação política, afinidade com os governos que estão no poder ou por serviços considerados relevantes ao Estado. A primeira a ser entregue no ano é a Comenda da Paz Chico Xavier, em março.

O governo de Minas retoma hoje, às 9h30, o pregão eletrônico para a compra de medalhas e comendas para o ano de 2015. O edital, preparado pela gestão anterior e mantido pela atual, prevê a aquisição de 520 unidades de 15 honrarias distintas que são entregues ao longo do ano.

Somados os lances mais baixos para os nove lotes, o custo está em R$ 189,5 mil, o que dá R$ 364 por medalha. A título de comparação, as medalhas que serão distribuídas nas Olimpíadas de 2016 custam bem menos. As 79.924 que serão entregues a participantes (75 mil) e ganhadores (4.924) da maior competição do esporte mundial serão feitas pela Casa da Moeda a um custo unitário de R$ 134.

As medalhas mais caras aos cofres públicos devem ser as da Inconfidência. São 160 unidades, entregues anualmente no dia 21 de abril, em três categorias. O custo é R$ 59 mil. A Medalha JK, cujas 120 unidades serão entregues a personalidades em setembro, têm custo de R$ 45 mil.

Além dessas, está sendo contratada a confecção das seguintes homenagens: Comenda da Paz Chico Xavier, a ser entregue em março, Medalha Cristiano Otoni, em maio, Comenda Antônio Secundino de São José, em maio ou junho, Dia de Minas, em julho, Medalha Professor Paulo Neves de Carvalho, em setembro, Medalha Santos Dumont, em outubro, Comenda Teófilo Ottoni, em novembro, Dia dos Gerais (Comenda Matias Cardoso e Maria da Cruz) e Medalha Calmon Barreto, ambas em dezembro.

O pregão começou na manhã do dia 20, com a fase de lances. Desde então, foi suspenso para que os licitantes que ofereceram os lances mais baixos possam apresentar as amostras do produto. Se forem aprovadas, se darão os trâmites para a contratação. Caso não sejam, podem ser convocados os que ofereceram lances mais altos, o que encareceria ainda mais a compra. Curtinhas do almoço Dias depois de dizer que já tinha fechado questão em torno do voto em Eduardo Cunha (PMDB-RJ), junto com mulheres novatas na Casa, a deputada federal eleita Brunny (PTC) apareceu, ontem, sentada ao lado de Arlindo Chinaglia (PT-SP), principal rival do peemedebista na disputa pelo comando da Câmara, em almoço no Ouro Minas. O marido de Brunny, Hélio Gomes, também estava presente. Enquanto a futura parlamentar exibia sua blusa de oncinha, no almoço, o governador Fernando Pimentel brincava pedindo moderação aos convidados na hora da sobremesa. Arlindo Chinaglia, após os comes e bebes, foi dar entrevista. Antes, porém, abriu um sorriso, mostrou os dentes e perguntou aos jornalistas: “Tem algum alface, alguma comida nos meus dentes?”

Em defesa de Samuel Após o Aparte publicar ontem a incredulidade de alguns agentes pelo fato de o chefe de gabinete da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), Samuel Marcelino de Oliveira Junior, não apenas continuar na função, como permanecer respondendo interinamente pela pasta até o fim do mês, outros agentes procuraram a coluna para defender a manutenção. Eles lembram que uma das lutas dos servidores da área é para que os cargos de chefia sejam ocupados por funcionários de carreira, como é o caso de Samuel. “Então não interessa o partido ou opção sexual, para qual time torce ou qual sua classe social, o que interessa é se tecnicamente ele é capaz de ocupar o cargo onde está”, afirmou um deles. Ex-tucano, Samuel fez campanha para Pimenta da Veiga até o último dia.

Diga que aceito Diante dos rumores de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quer sugerir Jair Bolsonaro (PP-RJ) para o comando de uma eventual nova CPI da Petrobras, caso seja eleito, o deputado federal fluminense afirmou à coluna que aceitaria a tarefa. Afirmando que sua primeira ação seria “despetizar” o espaço, ele duvidou da intenção do colega parlamentar: “Ele deve ter dito isso em tom de desabafo”. Bolsonaro confirmou que votará no peemedebista. “Apesar de gostar muito do Júlio Delgado (PSB), a disputa vai ficar mesmo entre Arlindo Chinaglia e Eduardo Cunha, então meu voto é dele”.

Contra os radares Apesar de ser um dos mais ácidos opositores do atual governo, Jair Bolsonaro agora adota a postura de que “não é hora de ficar criticando quem votou no PT, pois estamos todos no mesmo barco”. Ele afirma que os mais pobres estão pagando a conta e cita, por exemplo, aumentos da taxa de juros e da gasolina. No entanto, anda bravo mesmo é com os radares de 40 km/h em estradas. “Do Rio a Santos tem uns 90 pardais com essa velocidade. Você vem andando com velocidades máximas maiores até que chega neles e tem que reduzir bruscamente. É um absurdo, feito para esfolar o cidadão. Temos que fazer algo”.

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