Juiz nega tortura contra presos

iG Minas Gerais |


Advogados dizem que juiz faz pressão psicológica com executivos
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Advogados dizem que juiz faz pressão psicológica com executivos

São Paulo. Em ofício enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da operação Lava Jato, negou haver “tortura psicológica” a empreiteiros presos. Ao informar o STF em processo de habeas corpus, Moro atribui versão da defesa a “meros arroubos retóricos”. O magistrado afirmou ainda que as prisões não têm como objetivo “obter confissões involuntárias”. “Já a equiparação da prisão à ‘tortura psicológica’, não vislumbro sentido nela salvo se então admitido que todos os presos brasileiros sejam também considerados ‘torturados psicológicos’”, afirmou.

Advogados dos executivos adotaram como estratégia afirmar que as prisões são parte de tortura psicológica para que os empreiteiros façam acordos de delação premiada. No último dia 15, os criminalistas que defendem o vice-presidente da Engevix Engenharia, Gerson de Mello Almada, preso em novembro, entraram com um pedido de habeas corpus.

Segundo eles, ao executivo estava sendo imposto ‘um sofrimento desmedido’ para que ele fizesse um acordo de delação premiada ou confessasse o esquema. Eles afirmam também que a acusação contra Almada foi exagerada. Para a defesa, Almada está sofrendo constrangimento ilegal há mais de 60 dias.

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