Manifestantes do Tarifa Zero voltam a protestar no centro de BH

Grupo tenta entrar em estação do Move da avenida Paraná, cercada pela Polícia Militar; ato é contra o aumento das passagens de ônibus em BH

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira/Cinthia Ramalho |

Cerca  de 40 integrantes do movimento Tarifa Zero caminham pelas ruas do centro de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (26). Os manifestantes tentam entrar em uma estação do Move da avenida Paraná, contudo o ato é acompanhado pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar, e considerado pacífico.

O grupo é contra o aumento das passagens de ônibus da capital. A concentração aconteceu por volta das 17h15 na praça Sete, sem prejuízo para o trânsito. A reivindicação

A Justiça negou, na tarde desta sexta-feira (16), o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para suspender o reajuste das passagens de ônibus e táxis coletivos de Belo Horizonte. No dia 29 de dezembro as passagens na capital passaram de R$ 2,85 para R$ 3,10. A promotoria já pediu para ver a decisão da 4ª Vara de Fazenda Municipal e deve recorrer. O mérito da ação ainda será julgado ao final do processo.

A juíza Simone Andrea Silva entendeu que a liminar deveria ser indeferida porque não havia princípios básicos que a justificasse. Segundo ela, o pedido do MPMG não foi plausível e não há risco de dano irreversível. Simone explicou que a petição não foi instruída com nenhum documento, nem o contrato que fundamenta o reajuste.

O pedido para a suspensão veio do promotor Eduardo Nepomuceno da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público,que alegou irregularidades nos cálculos utilizados pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) para aumentar o preço das tarifas.

Ônibus suplementares

Uma outra ação contra o reajuste dos ônibus suplementares, impetrada pelo grupo de advogados voluntários do Coletivo Margarida Alves, teve o pedido liminar para suspender o aumento aceito em segunda instância na semana passada, mas a BHTrans informou que ainda não foi notificada da decisão e por isso ainda mantém as tarifas reajustadas.

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