Mais de 500 presos nas manifestações no Egito

Vinte pessoas, entre elas um policial, morreram no domingo no Egito, em confrontos entre manifestantes e forças de segurança por ocasião do quarto aniversário das revoltas de 2011

iG Minas Gerais | AFP |

Manifestantes entram em confronto com a polícia egípcia
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Manifestantes entram em confronto com a polícia egípcia

A polícia egípcia prendeu 516 simpatizantes da organização Irmandade Muçulmana, uma formação política proibida, depois dos distúrbios que deixaram 20 mortos no domingo, informou o governo nesta segunda-feira.

Vinte pessoas, entre elas um policial, morreram no domingo no Egito, em confrontos entre manifestantes e forças de segurança por ocasião do quarto aniversário das revoltas de 2011, que tiraram Hosni Mubarak do poder.

Para marcar o quarto aniversário do levante popular, partidários do ex-presidente islamita Mohamed Mursi convocaram protestos contra o regime do atual presidente e ex-chefe do Exército, Abdel Fattah al-Sissi.

O dia 25 de janeiro de 2011 marca o início de 18 dias de manifestações em massa que obrigaram Hosni Mubarak a entregar o cargo de presidente em 11 de fevereiro.

Sissi, eleito em maio com mais de 90% dos votos após ter destituído Mursi em julho de 2013, goza do apoio de grande parte da opinião pública, abalada por quatro anos de instabilidade política e de crise econômica.

Mas ele é acusado por seus opositores de ter instaurado um regime ainda mais autoritário que o de Mubarak, reprimindo qualquer ato de oposição, tanto islamita quanto laico.

Desde a destituição de Mursi, em julho de 2013, soldados e policiais mataram mais de 1.400 manifestantes islamitas e mais de 15.000 pessoas foram presas. A ONU também denuncia as penas de morte pronunciadas em julgamentos em massa, chamados de "sem precedentes na História recente".

Dizendo agir em represália a esta repressão, grupos jihadistas multiplicaram seus ataques contra as forças de ordem em todo o país.

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