Mortes no aniversário da revolta popular sobem para 20 no Egito

No Cairo, a praça Tahrir, epicentro da revolta de 2011, foi monitorada por um forte esquema de segurança. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha para dispersar os manifestantes

iG Minas Gerais | AFP |

Manifestantes fazem protesto contra o atual governo egípcio, comandado pelo ex-chefe do Exército
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Manifestantes fazem protesto contra o atual governo egípcio, comandado pelo ex-chefe do Exército

Vinte pessoas, entre elas um policial, morreram no domingo no Egito, em confrontos entre manifestantes e forças de segurança por ocasião do quarto aniversário das revoltas de 2011, que tiraram Hosni Mubarak do poder, anunciou o ministério da Saúde.

Para marcar o quarto aniversário do levante popular, partidários do ex-presidente islamita Mohamed Mursi convocaram protestos contra o regime do atual presidente e ex-chefe do Exército, Abdel Fattah al-Sissi.

No Cairo, a praça Tahrir, epicentro da revolta de 2011, foi monitorada por um forte esquema de segurança. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha para dispersar os manifestantes que tentavam chegar à praça.

Algumas dezenas de simpatizantes de Sissi se reuniram perto do local, levando bandeiras egípcias e gritando "viva o Egito".

O dia 25 de janeiro de 2011 marca o início de 18 dias de manifestações em massa que obrigaram Hosni Mubarak a entregar o cargo de presidente em 11 de fevereiro.

Sissi, eleito em maio com mais de 90% dos votos após ter destituído Mursi em julho de 2013, goza do apoio de grande parte da opinião pública, abalada por quatro anos de instabilidade política e de crise econômica.

Mas ele é acusado por seus opositores de ter instaurado um regime ainda mais autoritário que o de Mubarak, reprimindo qualquer ato de oposição, tanto islamita quanto laico.

Desde a destituição de Mursi, em julho de 2013, soldados e policiais mataram mais de 1.400 manifestantes islamitas e mais de 15.000 pessoas foram presas. A ONU também denuncia as penas de morte pronunciadas em julgamentos em massa, chamados de "sem precedentes na História recente".

Dizendo agir em represália a esta repressão, grupos jihadistas multiplicaram seus ataques contra as forças de ordem em todo o país.

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