Principal obra para amenizar crise só deve ficar pronta no fim do ano

A intervenção para captação de 5m³/s do rio Paraopeba para o reservatório Rio Manso, na melhor das hipóteses, ficará pronta em novembro

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Governador se reuniu com os prefeitos na manhã desta segunda-feira (26)
Manoel Marques / Imprensa MG
Governador se reuniu com os prefeitos na manhã desta segunda-feira (26)

Uma das principais obras planejadas pelo Governo de Minas para tentar amenizar a crise hídrica que vem atingindo o Estado só deverá ficar pronta, na melhor das hipóteses, em novembro deste ano, conforme divulgado nesta segunda-feira (26) durante coletiva de imprensa. A informação é do secretário de Transportes e Obras Públicas Murilo Valadares, que conversou com a imprensa após a reunião do governador Fernando Pimentel com os prefeitos de 34 cidades da grande BH. 

O encontro aconteceu desde 10h na Cidade Administrativa. O objetivo da reunião era explicar para os chefes dos municípios as propostas do governo para combater a falta de água e dar a oportunidade deles exporem a situação de suas cidades. Ainda conforme o Governo de Minas, o levantamento das obras que serão necessárias ainda está sendo feito e deverá ser entregue à presidência ainda nesta semana. 

"Podemos adiantar que uma das principais intervenções será a captação de água do rio Paraopeba para abastecer o reservatório Rio Manso. Serão captados 5m³ por segundo", explicou Valadares. Questionado sobre a previsão para conclusão da obra, o secretário alegou que, na melhor das hipóteses, a captação deve ficar pronta em novembro deste ano.

Entretanto, se trata de uma obra que normalmente seria feita no espaço de um ano, uma vez que demanda autorizações do departamento ambiental e desapropriações de terra. Além do governador e dos prefeitos, a reunião contou também com a presidente da Copasa, Sinara Meireles, o secretário de Governo, Odair Cunha, e o secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães.

Prefeitos

Além de apresentar as medidas a serem tomadas aos chefes do executivo, a reunião também serviu para as cidades exporem os problemas relacionados à escassez de água. O prefeito de Vespasiano, Carlos Murta, é também presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e foi quem conversou com a imprensa após o encontro. 

"Houve uma falha nos últimos anos na captação e armazenamento de água e, com esse período prolongado de seca, a situação ficou mais grave. Nenhuma das 34 cidades está sem água neste momento, mas a coisa pode ficar mais grave se as pessoas não economizarem", disse o prefeito. 

Durante o encontro, também ficou decidido que, em breve, será agendada uma reunião dos municípios com a presidência da Cemig. "Algumas cidades chegaram cavar poços artesianos, mas não puderam captar por a empresa não ter instalado energia elétrica", explicou o secretário Murilo Valadares. A reunião ainda não tem data prevista.