Prazer pessoal é fator determinante na hora das compras, diz pesquisa

Sensações e experiências positivas estão entre os principais destaques: relaxar (47%); prazer de comprar (43%), melhora de humor (37%), satisfação pessoal (35%)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Segundo os dados apurados em 150 empresas de varejo associadas à entidade, quando consideradas a mesma quantidade de lojas do ano passado, o resultado foi negativo ou estável com relação a 2014
Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo os dados apurados em 150 empresas de varejo associadas à entidade, quando consideradas a mesma quantidade de lojas do ano passado, o resultado foi negativo ou estável com relação a 2014

É possível sentir prazer ao fazer compras? Para metade dos consumidores (68%), essa associação é verdadeira sim. A ideia de consumo e as boas sensações de prazer estão ligadas, segundo dados que foram apurados por uma pesquisa sobre a Experiência de Consumo do Brasileiro encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo Portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.

As sensações e experiências positivas são os principais destaques: relaxar (47%), prazer de comprar (43%), melhora de humor (37%), satisfação pessoal (35%). A melhora de humor é ainda mais comum entre as mulheres (43%, contra 29% entre os homens). O estudo foi realizado junto a 620 pessoas maiores de 18 anos, de todas as 27 capitais brasileiras.

Os entrevistados também citaram outras variáveis determinantes da compra como a necessidade de se ter o produto (71%), o preço (44%), as promoções (37%) e a qualidade, marca ou modelo (21%) do que se deseja comprar. Por outro lado, entre os fatores com relativa importância, numa decisão de compra, estão o atendimento (18%), a forma de pagamento (15%) e a propaganda (4%).

Por outro lado, os pesquisadores também procuraram identificar as principais influências relacionadas ao ambiente e às condições oferecidas aos consumidores no momento da compra. O estudo conclui que as questões financeiras são as mais importantes para os consumidores. De acordo com 88% dos entrevistados, o preço é o principal motivo para justificar uma compra. Em seguida aparecem as promoções e liquidações (78%), a qualidade do produto ou serviço (71%) e as facilidades e os vários meios de pagamento (51%). O apelo das vitrines foi citado por 12% dos entrevistados, sendo mais representativo entre as mulheres (19%, contra 5% dos homens).

O estudo também identificou quais fatores levam o consumidor a desistir de fazer uma compra. O valor acima do esperado foi citado por 59% dos consumidores. Taxas extras e outros custos aparecem em segundo lugar com 44% das respostas, além da falta de opção da forma de pagamento desejada pelo consumidor (40%).

Ao perguntar sobre os principais motivos que levam as pessoas a se arrependerem pelos gastos feitos, os motivos que mais aparecem com frequência têm a ver com a alteração no planejamento financeiro (88% no caso de compra de acessórios para automóveis e motos), gasto sem proveito (100%, no caso de acessórios de moda) e dívidas adquiridas (61%, no caso dos eletroeletrônicos e 88% no caso dos eletrodomésticos).

De modo geral, observa-se que as compras desnecessárias são mais comuns entre as mulheres (48%, contra 38% dos homens). Além disso, elas também são as que mais se arrependem de compras que resultam no uso parcial do produto comprado (20%, contra 12% dos homens). Já em relação à classe social, os entrevistados da Classe C, D e E mostram-se mais propensos a realizar compras desnecessárias (43%, contra 38% da Classe A/B).