Após duas semanas de queda, nível do Cantareira fica estável

Sistema vinha acumulando perdas desde o dia 11 de janeiro, quando registrou 6,6% de sua capacidade; até agora, o manancial acumula 113,2 mm de água

iG Minas Gerais | Folhapress |

SP - CRISE HÍDRICA/SISTEMA CANTAREIRA    - GERAL - Um pequeno rebanho toma água às margens da represa reserva Jaguari-Jacareí, na cidade de   Bragança Paulista, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira (7), onde o índice que   mede o volume de água armazenado no Sistema Cantareira volta a registrar queda. Segundo a   Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) o volume armazenado atual   é de 6,8% % da capacidade total, incluindo a segunda reserva técnica(volume morto).    07/01/2015 - Foto: LUIS MOURA/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
SP - CRISE HÍDRICA/SISTEMA CANTAREIRA - GERAL - Um pequeno rebanho toma água às margens da represa reserva Jaguari-Jacareí, na cidade de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira (7), onde o índice que mede o volume de água armazenado no Sistema Cantareira volta a registrar queda. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) o volume armazenado atual é de 6,8% % da capacidade total, incluindo a segunda reserva técnica(volume morto). 07/01/2015 - Foto: LUIS MOURA/ESTADÃO CONTEÚDO

Após completar duas semanas de queda consecutiva em sua capacidade, o sistema Cantareira permaneceu estável nesta segunda-feira (26). O nível dos mananciais Alto Tietê e Alto de Cotia registrou queda em relação ao dia anterior. Os demais sistemas ampliaram a sua capacidade.

De acordo com o boletim divulgado pela Sabesp, o Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo, opera com 5,1% de sua capacidade --que já inclui a segunda cota do volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada).

O sistema vinha acumulando perdas desde o dia 11 de janeiro, quando registrou 6,6% de sua capacidade. Até agora, o manancial acumula 113,2 mm de água --o que equivale a 41,75% da média histórica para janeiro (271,1 mm).

Medidas

O governo federal traçou cenários sobre a crise hídrica em São Paulo na última sexta-feira (23) no Planalto. Caso a previsão de chuvas não se confirme e não haja medidas mais drásticas do Estado, há possibilidade de as represas secarem dentro de quatro a cinco meses. Em outro cenário, menos pessimista, o governo projetou a possibilidade de um colapso nos reservatórios em setembro.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), já discute novo aumento na tarifa de água a partir de abril, quatro meses após o último reajuste. Outra hipótese estudada é o endurecimento da cobrança de sobretaxa para quem gastar mais água. Além disso, o governo paulista já considera utilizar a terceira cota do volume morto do Cantareira.

Como saída para amenizar a crise da água, Alckmin quer usar a água da represa Billings para reduzir os impactos da crise que atinge a Grande São Paulo. Contudo, a represa Billings tem lixo acumulado em diversos pontos e água esverdeada pela proliferação de bactérias. "Isso aqui é um horror, só piorou nos últimos anos", diz a empresária Cornélia Juchem, de Diadema. A Sabesp diz ser possível transformar a água em potável, mas não detalha o que fará.

Alto Tietê

Já o nível do reservatório Alto Tietê, que também sofre as consequências da seca, opera com 10,3% de sua capacidade após baixar 0,1 ponto percentual em relação ao dia anterior. O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo.

No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto , que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).

Demais sistemas

A represa de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, opera com 43,7% de sua capacidade após o nível subir 2,6 pontos percentuais em relação ao índice anterior. Com a chuva deste domingo (25), o sistema acumulou 33,6 mm de água. Até agora, o manancial acumula 188,4 mm --o corresponde a 82,16% da média histórica para o mês de janeiro (229,3 mm).

O nível do reservatório Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, caiu 0,1 ponto percentual e opera nesta segunda com 28,5% de sua capacidade. Já o sistema Rio Grande, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 74% de sua capacidade após subir 1 ponto percentual em relação ao índice anterior.

O reservatório de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, opera com 27,4% de sua capacidade após subir 0,1 ponto percentual em relação ao dia anterior. A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.