Licitação para moralizar gastos

iG Minas Gerais |

Os vereadores Ronaldo Gontijo (PPS) e Daniel Nepomuceno (PSB) apresentam hoje na Câmara a proposta que muda radicalmente a lógica da verba indenizatória na Casa. Os itens – que somam R$ 15 mil por mês – passariam a ser todos licitados para os 41 vereadores. Hoje, cada parlamentar faz seus gastos de forma independente.

A mudança é uma estratégia para economizar e mais uma tentativa de melhorar a imagem da instituição junto à sociedade – que ficou desgastada com um série de escândalos nos últimos anos. Por ser uma resolução normativa, a mudança não precisa passar em plenário e pode ser autorizada pela Mesa Diretora.

Apesar da aparente simplicidade, não há consenso, sobretudo entre os vereadores que costumam executar o valor máximo da verba indenizatória. Ronaldo Gontijo, no entanto, está otimista.

“Estamos caminhando a passos largos para que tudo seja licitado. Pensamos em uma forma híbrida, com a licitação de apenas alguns itens, mas não funcionaria”, afirma Gontijo.

Pedro Patrus diz que o PT não tem um posicionamento por não ter sido comunicado da proposta. “Pessoalmente, sou a favor de licitar a maioria dos itens”, disse. As rubricas mais polêmicos são alimentação, aluguel de carros e gasolina. Em anos anteriores, o extrato do valor destinado a lanches para o gabinete revelou compras em supermercados, restaurantes finos e açougue. (TT)

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