Clássico da literatura revisitado pelo Giramundo volta ao cartaz

“Alice no País das Maravilhas” utiliza de recursos tecnológicos, como projeções de imagens

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |


A cantora Fernanda Takai empresa voz para a protagonista Alice
Marcos Malafaia / Divulgacao
A cantora Fernanda Takai empresa voz para a protagonista Alice

Desde que estreou em 2013, a versão cênica de “Alice no País das Maravilhas” do grupo Giramundo já foi assistida por muitas pessoas e recebeu seis prêmios do Sinparc, entre eles como melhor espetáculo e direção. Com a Campanha de Popularização do Teatro e Dança, espectadores mineiros têm mais uma oportunidade de conferir a montagem amanhã e quarta-feira, no Sesc Palladium.

A escolha do grupo de adaptar um clássico da literatura mundial não começou agora. Na verdade, essa peça encerra uma trilogia que começou em 2005, com “Pinocchio”, de Carlo Collodi, e teve continuidade com “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Júlio Verne, dois anos depois. “Em comum, todos esses personagens são solitários”, resume o diretor das peças, Marcos Malafaia.

Ele também explica o porquê de ter escolhido a obra de Lewis Carroll para finalizar o projeto. “A história já faz parte do imaginário das pessoas e, mesmo com seus aspectos surreais, é bem completa. Além disso, a obra brinca com a dificuldade do humano de perceber o que é real e o que não é. Assim, questiona a noção de realidade”, discorre o diretor.

Tal complexidade, no entanto, passa muito longe dos olhares do público infantil que costuma conferir o espetáculo. Fato que, segundo Malafaia, não tem problema algum, pelo contrário. Tanto os pequenos quanto o público mais velho seguem caminhos próprios de fruição. “A diferença está na percepção deles. Enquanto os adultos procuram entender o que está acontecendo, as crianças sentem”, afirma.

Assim como as últimas peças lançadas pela companhia, “Alice” utiliza de intervenções eletrônicas que visam, conta o diretor, ampliar a expressividade da montagem, mas não garantem necessariamente qualidade da cena. Durante a peça, são utilizadas projeções e bonecos elétricos. “A tecnologia por si só não faz com quem uma peça seja melhor, mas há novas possibilidades. Seria como se você tivesse uma caixa com 12 lápis para colorir e, de repente, passa-se a ter 36”, compara Malafaia.

A peça conta ainda com a participação especial da cantora Fernanda Takai, que empresta a voz para a protagonista.

Agenda

O quê. “Alice no País das Maravilhas”

Quando. Amanhã e quarta-feira, às 19h

Onde. Sesc Palladium ( rua Rio de Janeiro, 1.046, centro)

Quanto. R$ 15 (inteira).

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