Início de beatificação é comemorado

Religiosos do Vaticano abriram processo para tornar padre Júlio Maria beato

iG Minas Gerais | Aline Diniz |



Religiosos se reuniram em ação de graças à memória do padre
Dione Afonso / Sacramentinos de
Religiosos se reuniram em ação de graças à memória do padre

Fiéis de Manhumirim, na Zona da Mata, participaram, na noite deste sábado, da abertura oficial do processo de beatificação do padre Júlio Maria Lombaerde. Representantes do Vaticano e religiosos de pelo menos 17 Estados também acompanharam a cerimônia. Na manhã deste domingo, uma missa será celebrada em ação de graças pelo início formal da beatificação.

As celebrações foram presididas pelo bispo diocesano de Caratinga, no Vale do Rio Doce, Dom Emanuel Messias de Oliveira. O postulador (advogado) da causa em Roma (Itália), Paolo Vilotta, participou das solenidades.

Segundo o padre Heleno Raimundo da Silva – responsável pelo processo de beatificação no Brasil –, os moradores de Manhumirim “estão motivados e felizes” com o processo de beatificação. “É uma cidade pequena e religiosa”, complementou. Entretanto, ele explicou que a cerimônia foi só o início de um longo processo. “O trabalho é longo, precisamos reunir documentos e notícias de jornal. Além dos 60 livros que ele escreveu”, explica. Conforme o religioso, não há um tempo definido para a conclusão do processo.

A aposentada Tarcísia de Oliveira, 91, conviveu com o padre Julio Maria Lombaerde de 1941 a 1944. Ela se sente emocionada por participar do processo de beatificação do padre. “Quem se aproximava dele, sentia a força de Deus agindo”, descreveu.

Para Tarcísia, quando o processo de beatificação estiver terminado, Manhumirim será um centro de romaria. Ela completa que o padre Julio Maria ouvia a todos que se aproximavam e era um “homem que respirava Deus”.

Obras. Considerado santo pela comunidade católica da Zona da Mata, durante o tempo que viveu em Manhumirim, o padre Júlio Maria criou dois colégios, o único hospital da cidade, uma comunidade agrícola para jovens em situação de vulnerabilidade social e um asilo.

Outros beatos

Reconhecimento. Dois religiosos que atuaram em Minas já foram reconhecidos como beatos pelo Vaticano: Nhá Chica (1810-1895), que viveu em Baependí, no Sul do Estado, e padre Eustáquio (1890-1943), que viveu na capital.

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