Marcelo vê Cruzeiro menos técnico, mas confia em potencial competitivo

Após mais de duas semanas de pré-temporada, treinador já tem suas primeiras impressões da equipe, que sofreu baixas consideráveis nos últimos dias

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Marcelo Oliveira ficou insatisfeito com atuação do Cruzeiro diante do Internacional, neste sábado
LEO FONTES / O TEMPO
Marcelo Oliveira ficou insatisfeito com atuação do Cruzeiro diante do Internacional, neste sábado

“Um time mais competitivo e menos técnico”, essas são as primeiras impressões do técnico Marcelo Oliveira do Cruzeiro que se desenha para a temporada 2015. As despedidas que sacudiram a Toca da Raposa II paralelas à chegada de jogadores ajudam a reforçar a tese de que o time deverá ser mais pegador, primando pelas características de marcação e também tendo qualidade com os homens velozes que formam o ataque.

“Nos resta agora ter inteligência e criatividade para repor as peças que estão saindo e formar um novo time. Isto demanda um tempo, pode ser que jogue da mesma forma, pode ser que jogue de forma diferente, tudo depende dos jogadores que estarão em campo”, comentou o treinador celeste.

"Inicialmente eu vejo uma equipe mais competitiva, isto pode ser muito importante para a disputa da Copa Libertadores", completou.

Variações táticas

As palavras entrosamento e sequência agora permeiam o vocabulário de Marcelo, que reconhece a urgência em "dar liga" a este novo Cruzeiro. Uma das mudanças testadas foi a utilização de Everton Ribeiro como um meia centralizado, com Willian abrindo pela esquerda, Marquinhos pela direita e Damião centralizado. O esquema pode sofrer alterações com a entrada de Júlio Baptista, que assumiria a armação, com Ribeiro caindo pela ponta direita, posição que o fez ser destaque dos dois últimos brasileiros.

Até mesmo uma formação com apenas um volante de origem foi testada por Oliveira. Neste caso Riascos poderia ganhar uma chance de formar o ataque com Damião, com Willian flutuando pela esquerda, Ribeiro pela direita e Júlio Baptista com atribuições de ser o elo com o ataque e ajudar na recomposição defensiva.

A variável tática ainda apresenta incógnitas. Poderia Arrascaeta jogar no meio, como um legítimo 10? Ou ele também poderia ser deslocado para ser um meia-direito? Vale lembrar que Everton Ribeiro pode se despedir da Toca da Raposa II a qualquer momento. Com uma proposta milionária, a perda do jogador significaria a quebra da espinha dorsal do time bicampeão brasileiro. Na vaga de Lucas Silva, inicialmente Seymour larga na frente, mas Willian Farias é ainda o preferido de Marcelo, e só não atuará contra o Shakhtar devido a um cansaço muscular.

O treinador, de antemão, pede paciência ao torcedor, mas crê que a equipe ainda chegará ao perfil envolvente.

“Talvez a gente não consiga jogar exatamente daquele forma que jogávamos, mas vamos tirar o melhor de cada um para montar uma equipe competitiva. Espero que quando estivermos com este entrosamento aguçado, nós apresentemos a técnica e o envolvimento dos anos anteriores”, concluiu. 

Leia tudo sobre: cruzeiromarcelo oliveiramenostecnicamaisofensivolibertadores