Auditoria no governo de MG atinge cerca de mil processos

Procedimento está sendo executado por uma empresa e uma fundação, com prazo de 90 dias

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda Lucas Pavanelli |

Geral. Cada uma das 28 secretarias e órgãos de controle do governo está passando por auditorias
Uarlen Valério
Geral. Cada uma das 28 secretarias e órgãos de controle do governo está passando por auditorias

Cerca de 50 processos de auditoria estão em andamento somente na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) de Minas para apurar contas, convênios e contratos da pasta firmados nas últimas gestões.

A informação foi repassada ontem por uma fonte ligada ao governo, que afirma que o mesmo procedimento está sendo feito em todas as outras secretarias e que chegaria a “perto de mil” a quantidade de processos de análise das informações encontradas pelo governo Fernando Pimentel (PT).

Uma empresa externa e uma fundação seriam responsáveis pelo pente-fino geral. A primeira assume o papel de auditar as contas, como contratos e convênios. A segunda analisa as políticas públicas e a efetividade dos programas em andamento. O trabalho é articulado com as 28 pastas e órgãos de controle.

Apesar do “voto de silêncio” adotado pelo primeiro escalão do governo, ontem o secretário de Defesa Social, Bernardo Santana (PR), deixou escapar que, na sua pasta, a equipe externa responsável pela auditoria já está trabalhando em conjunto com os servidores. “Estamos fazendo diagnóstico. Já temos muitos resultados e prioridades que precisam ser enfrentadas”, afirma, sem detalhar quais seriam esses “resultados”.

Segundo Santana, os dados analisados nos primeiros 90 dias vão mostrar o cenário da segurança pública em 2014. Para que o mesmo seja feito sobre anos anteriores, “será um pouco mais demorado”. O secretário disse ainda que a decisão de auditar as contas não tem a ver com revanchismo político, mas com “trabalhar com os dados certos”.

Questionado sobre o andamento das apurações em relação ao caixa do governo, o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, disse que o trabalho está sendo feito pela equipe interna do governo. “Não é uma auditoria, é um balanço, que é muito mais do que uma auditagem comum. Não vamos falar desse número antes de termos segurança. Vamos aguardar com calma para ter um número definitivo, e, enquanto isso, cumprir o compromisso, que é pagar a folha dos funcionários”, diz.

Oficialmente, o governo mantém a postura de não detalhar como funciona o processo. Em nota, a assessoria de imprensa do Estado se limita a afirmar que “vem realizando um amplo levantamento da situação administrativa e financeira do Estado, o que inclui ações relativas a administrações anteriores”, e que a medida “norteará a execução de programas, projetos e as demais políticas públicas.” (Com Denise Motta)

Rombo

Números. Ao assumir o cargo, o secretário Helvécio Magalhães anunciou que o Estado tinha R$ 700 milhões em caixa. Nesta semana, ele afirmou a O TEMPO que o rombo chega a R$ 4 bi.

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