Mulheres e pessoas entre 40 e 60 anos são maioria nas lojas

iG Minas Gerais |

Washington. As lojas do Estado de Washington, nos EUA, afirmam que os JuJu Joints estão começando a pegar, especialmente entre mulheres e consumidores na casa dos 40 a 60 anos de idade.

“Você não imagina o público que esse produto abriu para nós”, afirma Ed Vallejo, 60, gerente de uma loja de maconha recreativa. “Estamos falando de um pessoal mais velho, aposentado. Os mais novos não conseguem bancar”, completa.

Embora fumar maconha em público seja ilegal, os clientes contam que usam os JuJu Joints enquanto esquiam, fazem caminhadas e vão a shows. As agências de segurança temem que a discrição dos cigarros eletrônicos cheios de óleo de cannabis já esteja levando ao abuso da substância por parte dos adolescentes.

“Se você for ao Instagram, vai ver centenas de milhares de postagens da molecada mostrando como estão usando variantes de cigarros eletrônicos para fumar maconha na presença dos pais e na escola, e estão se safando”, afirmou Barbara Carreno, porta-voz do DEA, o órgão de controle das drogas dos EUA.

Contudo, os usuários de maconha medicinal provavelmente compõem o maior mercado para os e-joints. O FDA não reconhece o uso médico da maconha, mas alguns estudos sugerem que os ingredientes ativos da maconha podem ajudar a aliviar a dor e melhorar o apetite de pacientes com câncer, Aids e esclerose múltipla.

Canabidiol. Já está sendo desenvolvido um JuJu Joint que contém apenas canabidiol, ou CBD, o extrato não psicoativo da erva, que teria a capacidade de evitar convulsões. Essa versão contém menos de 0,3% de THC, o que a tornaria legalizada em todo o país. “A essa altura, todo mundo já tem um cigarro eletrônico. E não dá para saber se estão fumando maconha ou nicotina”, afirma o comerciante Shy Sadis. (KP/NYT)

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