Discovery Sport entra em uma fria, e não se intimida

Novo SUV da Land Rover – que será feito no Brasil – não nega o DNA da marca

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Nick Dimbleby/Land Rover/Divulga
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A Land Rover costuma promover apresentações inusitadas de seus produtos. Mas desta vez foi longe. Muito longe. Fomos à capital da Islândia, Reykjavik, para avaliar o novo Discovery Sport nas mais adversas condições climáticas possíveis. O utilitário-esportivo que avaliamos nessa gelada aventura passa a ser o produto de acesso à marca, e quando iniciar a produção e venda no país, substituirá o Freelander, que segue sendo comercializado por mais um ano. A previsão é a de que o Discovery Sport já possa ser encontrado nas concessionárias ainda no primeiro trimestre deste ano por R$ 179,9 mil.

Abaixo de zero

Já no primeiro contato com o Discovery Sport se percebe, claramente, que suas linhas tiveram no irmão Evoque a maior inspiração. Principalmente na parte dianteira é notória essa constatação, pelos faróis afilados e pelo uso de LED definindo duas formas. Contudo, comparado ao Evoque, o novo SUV tem porte mais familiar, oferecendo espaço interno maior e opção de sete lugares, com dois bancos retráteis no porta-malas. Parte marcante do design também é a coluna das portas traseiras.

Na parte de trás, o Discovery Sport, mesmo sendo maior, segue um estilo mais baixo, mas nada como visto no modelo que inspirou o seu design. O sucessor do Freelander precisa contar com uma imagem mais moderna e atual porque pretende ser a referência do segmento. Para isso evoluiu muito sua capacidade fora de estrada, que ganhou novo sistema de controle de descidas, além de uma nova suspensão traseira multilink. Os amortecedores podem ser magnéticos, que variam a sua rigidez.

O resultado de todo esse investimento resultou em um produto que oferece mais conforto, segurança e possibilita condução eficiente, suave e segura em estradas de asfalto, vias cobertas de neve ou mesmo na passagem por rios em que a profundidade pode chegar aos 60 cm. Como experimentamos durante a nossa inóspita jornada glacial.

Na pista

Após as apresentações e explicações técnicas, é hora de partir. Estacionados em um pátio ao lado do terminal de Kevlafik, 15 unidades do Discovery, com motores a diesel e gasolina, aguardam. O vento é forte e assustador. De todas as muitas informações, a que mais impactou dava conta de que, além da região coberta de neve e gelo a ser percorrida, nesta época do ano conta, ainda, com o imponderável tempo instável, que costuma mudar radicalmente de um momento para o outro. No trecho inicial do teste – 100 km entre o aeroporto e a região de Selfoss – estavam previstos ventos moderados e alguma névoa.

Começamos com um modelo movido a gasolina, com o mesmo motor que empurra o Evoque: 2.0 turbo com 240 cv e 38,7 kgfm de torque. Os habituais sistemas eletrônicos dos Land Rover também estão presentes, como o Terrain Response, o Roll Stability Control e o Hill Descent Control, entre muitos outros. E mostraram seu valor durante o roteiro. Na saída, gélido e brutal o vento parecia querer arrastar e tirar o Discovery do traçado – nem mesmo seus 1.863 kg pareciam suficientes para manter o carro sem “balançar”. Só mesmo os muitos recursos eletrônicos para manter a trajetória na pista com aderência baixa.

Viajou para Reykjavik, naIslândia, a convite da Land Rover*

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