Moradores do bairro Presidente, em Matozinhos, protestam por água

Loteamento é novo e famílias recebem recurso hídrico de uma cisterna feita, segundo os manifestantes, pela imobiliária que vendeu os lotes para eles; moradores precisam pagar R$ 30,00 para imobiliária para ter água

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Moradores do bairro Presidente, na cidade de Matozinhos, na região Central do Estado, fecharam a MG-424 em protesto contra a falta de água. Manifestantes denunciam que estão sem água há três dias. O loteamento é novo e os moradores recebem o recurso hídrico de uma cisterna feita, segundo os manifestantes, pela imobiliária que vendeu os lotes para eles.

O problema todo é que, de acordo com os moradores, o dono da imobiliária cobra R$ 30,00 de cada família para fornecer a água. "Ele pega o dinheiro de cada morador e diz que o valor é para arcar com o pagamento da conta de luz, já que ele precisa de energia para movimentar as bombas da cisterna. Mas isso é contra a lei. O caso já está na Justiça e a juíza pediu para ele passar o fornecimento pra Copasa, mas ele não fez nada disso ainda", explicou o funcionário público Manuel Lima, de 46 anos.

"Agora, estamos sem água há três dias, já que moradores ficaram revoltados e pararam de pagar os R$ 30,00. Assim, ele não pagou a conta de luz e o trabalho das bombas também foi interrompido", relatou.

A reportagem de O TEMPO tentou contato com o dono da imobiliária citada, mas ninguém atendeu as ligações.

A manifestação começou no fim da tarde e quem precisou passar pela rodovia ficou parado no trânsito. Moradores colocaram vários pneus no trecho para interromper a passagem de veículos. Agentes da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) estiveram no local e auxiliaram na liberação da pista e no controle do tráfego. O trânsito ficou interrompido por mais de uma hora.  

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