Cônsul do Chile busca informações sobre morte de compatriotas em Minas

Samuel Ossa se reuniu com a Polícia Civil na tarde desta sexta (23); vítimas foram encontradas mortas em curso d'água, dentro parque Pico do Itacolomi, no início deste mês

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

Documentos localizados são do chileno Alfredo Huaiquiche, desaparecido desde novembro
Divulgação/Polícia Civil
Documentos localizados são do chileno Alfredo Huaiquiche, desaparecido desde novembro

A Polícia Civil se reuniu com o cônsul do Chile no Brasil, Samuel Ossa, na tarde desta sexta-feira (16), em Ouro Preto, região Central de Minas, para falar sobre a investigação da morte de dois irmãos chilenos na cidade.

Alfredo Leonardo Foster Huaiquiche, de 71 anos, e Juan Roberto Foster, 67, estavam desaparecidos desde novembro de 2014. Seus corpos foram encontradas em um curso d'água, dentro do parque Pico do Itacolomi, no início deste mês.

De acordo com a delegada Larissa Mascotte, os trabalhos estão avançados, mas não podem ser detalhados à imprensa para não atrapalhar o andamento. "Nós já ouvimos diversas pessoas, entre funcionários do parque, amigos e parentes. Também fomos duas vezes ao local onde os corpos foram encontrados, e devemos voltar mais uma vez. Mas ainda dependemos do laudo da necrópsia para dizer o que causou as mortes e também o resultado do exame de DNA", disse.

As linhas de investigação vão desde a morte natural, acidental (atingidos por raios), até um homicídio. "Eles foram encontrados dentro do parque, mas no livro que registra a entrada de visitantes não consta o nome deles. Há a suspeita de que eles tenham acessado o local por outro ponto, caso eles tenham chegado lá de forma voluntária. Até porque eles parecem ser pessoas de bem, sem passagens pela polícia", ponderou a delegada.

Ainda segundo a Civil, os irmãos estavam a passeio em Ouro Preto."O Juan morava em Belo Horizonte com um amigo; o Alfredo, no Chile, mas ele vinha ao Brasil a cada seis meses para comercializar pedras", explicou a Larissa. No entanto, a delegada disse que as pedras encontradas junto a um dos corpos ainda passa por perícia, "mas, a primeira vista, aparentam ser pedras semipreciosas".

O conteúdo da reunião também não foi detalhado. Além do cônsul, estiveram presentes outros representantes da Polícia Civil e um amigo dos irmãos, com dois advogados. "O Igor também é chileno e conhecia as vítimas há mais de 25 anos. Ele mora em Belo Horizonte e está com a incumbência de acompanhar o caso e repassar informações aos familiares", finalizou Larissa.

A família aguarda a liberação dos corpos pelo Instituto Médico Legal de Belo Horizonte para o sepultamento.

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