No semiaberto, mensaleiro toma cerveja em bar de BH

Romeu Queiroz, condenado a seis anos e seis meses de prisão, curtiu conversa animada no Boteco da Carne nesta sexta-feira (23)

iG Minas Gerais | Ricardo Corrêa e Lucas Ragazzi |

Queiroz pediu ao Supremo para trabalhar na própria empresa
ALEXANDRE GUZANSHE/O TEMPO
Queiroz pediu ao Supremo para trabalhar na própria empresa
Condenado a seis anos e seis meses de prisão por envolvimento no mensalão, e cumprindo a pena em regime semiaberto, o ex-deputado federal do PTB e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Romeu Queiroz, foi flagrado nesta sexta-feira (23) tomando cerveja com amigos em um bar na região Centro-Sul da capital mineira. Em vídeo obtido pelo Aparte (veja acima), os convidados riem em uma conversa animada. Um colaborador da coluna afirma que cachaça também teria sido servida na mesa. Romeu Queiroz foi condenado em 2012 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem e dinheiro. De acordo com a conclusão da Corte máxima do Judiciário brasileiro, ele  recebeu R$ 350 mil de Marcos Valério, operador do esquema, em troca de apoio ao governo federal. Preso desde o dia 15 de novembro de 2013, Queiroz teve estipulado o regime inicial semiaberto, pelo fato de a condenação ser menor que oito anos de prisão.Pelas regras do regime, a execução da pena se dá em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. O preso pode sair para trabalhar durante o dia, quer seja em colônias penais ou em outros locais, e volta ao recolhimento no período noturno. Romeu Queiroz saiu para trabalhar por uma empresa da qual ele próprio é sócio, a RQ Participações, onde também trabalha Rogério Tolentino, outro condenado pelo esquema. No fim do ano passado, o mensaleiro solicitou a transferência para o regime aberto, por já ter cumprido um sexto da pena no atual regime. No entanto, a medida foi negada pois ele não teria pagado a multa de R$ 828 mil a que foi condenado. De acordo com o ministro Roberto Barroso, que tomou a decisão em referência também a outros quatro condenados,  a única exceção admissível para não pagar a multa é quando o condenado provar que não possui qualquer meio de fazê-lo.    DEFESA Procurado pelo Aparte, o advogado que defende Queiroz, Marcelo Leonardo, afirmou não ter conhecimento do fato. Por isso, não quis confirmar a presença do ex-deputado no bar "Boteco da Carne". No entanto, ele afirmou que não há nada que impeça que seu cliente almoce no local e nem mesmo que o proíba de consumir bebidas alcoólicas como sugere o vídeo.

Leia tudo sobre: Romeu Queirozqueirozmensalãomensaleirocervejabarbelo horizonte