Entrosamento passa a ser motivo de preocupação na Toca da Raposa

Equipe sofre com 'desmanche', e Marcelo Oliveira precisa ser ágil para dar uma nova identidade ao Cruzeiro

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Marcelo Oliveira apenas observou os treinamentos na Toca da Raposa II
Washington Alves / Light Press
Marcelo Oliveira apenas observou os treinamentos na Toca da Raposa II

Restando pouco mais de uma semana para a estreia do Cruzeiro no Campeonato Mineiro, nuvens de incerteza pairam na Toca da Raposa 2. A equipe passa por uma verdadeira transformação em seu estilo de jogo com a saída de peças importantes como Egídio, Nilton, Ricardo Goulart, Lucas Silva e uma possível despedida de Everton Ribeiro.

Com tantas baixas, sem contar os lesionados Dedé, Alisson e Rodrigo Souza, o técnico Marcelo Oliveira está tendo que reconstruir sua equipe com as peças que têm à disposição, entre elas os novos contratados. Mas com tantas alterações na espinha dorsal da equipe, o Cruzeiro conseguirá encontrar o entrosamento necessário para a disputa da Copa Libertadores, grande ambição do clube para a temporada? O zagueiro Bruno Rodrigo responde.

"É complicado. Posso falar que a gente pode perder (este entrosamento) e, de repente, a equipe volta a se destacar como foi nos anos anteriores. Todos estão se empenhando para que possamos dar o melhor nas competições que vamos disputar nesse ano", avaliou o defensor.

As mudanças que aconteceram no plantel da Raposa de 2013 para 2014 foram praticamente mínimas se comparadas com as deste ano. A espinha dorsal da equipe foi modificada, perdendo grande parte de sua força ofensiva. Mas os jogadores que sobreviveram às mudanças repentinas na equipe estão convictos de que o técnico Marcelo Oliveira encontrará soluções para ajustar o Cruzeiro o mais rápido possível.

"Acho que o professor Marcelo já tem uma linha de pensamento de como ele gosta de jogar. Ele tenta explicar para cada o que ele quer que o atleta faça durante a partida. A equipe já tinha um padrão de jogo e ele procura passar para cada como ele gosta que os atletas joguem", destaca Bruno Rodrigo.

Por isto, sem perder tempo, o técnico Marcelo Oliveira já estuda mudanças para deixar a equipe competitiva mesmo com as modificações em seu plantel. Uma das alternativas trabalhadas pelo treinador é a inserção de Júlio Baptista no time titular na vaga de Lucas Silva, e a entrada de Riascos no ataque. O time não perderia em ofensividade com tramas principalmente pelas pontas com o colombiano, Willian e Everton Ribeiro. Sem contar a utilização de De Arrascaeta, que pode atuar como um legítimo 10. Uma coisa é certa, todos os jogadores e comissão técnica terão que se engajar na busca pelo entrosamento o mais rápido possível. A descaracterização da base bicampeã é real, mas a esperança do torcedor é que os que ficam ou os que estão chegando sejam capazes de dar sequência à rotina de conquistas que a China Azul se acostumou a ver.

"Cabe a gente trabalhar, tentar chegar à linha de pensamento dele (Marcelo Oliveira) para que a gente comece o ano muito bem. O Campeonato se inicia em fevereiro, e temos que seguir trabalhando, dar uma lapidada nas partes técnica e tática para que tenhamos um excelente ano", conclui Bruno Rodrigo. 

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