Foo Fighters abre turnê no país

Grohl leva à loucura público de Porto Alegre; banda toca hoje em São Paulo, domingo, no Rio, e em BH, na quarta-feira

iG Minas Gerais |

Delírio. Com suor e muito rock, Dave Grohl e companhia deram início à turnê do Foo Fighters no Brasil
ANDRÉ ANTUNES
Delírio. Com suor e muito rock, Dave Grohl e companhia deram início à turnê do Foo Fighters no Brasil

Porto Alegre. Diz-se muito por aí: Dave Grohl é o sujeito mais legal do rock. O jeito brincalhão do vocalista do Foo Fighters, o riso fácil, tudo parece comprovar a teoria de fãs do grupo. O que acontece, na realidade, é que o músico decididamente é daqueles que amam o que fazem. Difícil encontrar, sobre o palco, alguém capaz de demonstrar a alegria de plugar o instrumento nos amplificadores com o volume máximo e gastar litros de suor em uma apresentação empolgante. Para o Foo Fighters, isso é primordial. A diversão, deles e nossa, vem em primeiro lugar.

Estreando em Porto Alegre, na noite da última quarta-feira, 21, a banda mostrou que, mesmo após 20 anos de estrada, a performance deles é uma grande celebração da música. Melhor para os fãs, 30 mil pessoas que lotaram o estacionamento da Fiergs, na capital gaúcha, e ganharam em retribuição quase três horas de show, litros de suor e um sempre simpático e bem-humorado Dave Grohl.

A apresentação em Porto Alegre marcou o início da nova turnê do grupo pelo Brasil. Na primeira empreitada solo, o grupo testou os limites de seu novíssimo disco, “Sonic Highways”, o mais ousado da carreira da banda, conceitualmente falando, gravado em oito cidades dos Estados Unidos, buscando inspirações locais.

E foi com “Sonic Highways”, por meio da canção de abertura do álbum, “Something for Nothing”, que Grohl e companhia deram início à apresentação, às 21h21, com seis minutos de atraso com relação ao horário marcado. Algo perfeitamente aceitável quando se leva em consideração que a banda só deixou o palco à 0h07, quase três horas depois.

A boa receptividade de “Something for Nothing”, ovacionada desde que as primeiras notas da guitarra de Dave Grohl foram dedilhadas e extasiada no momento do refrão, comprova que crítica e público nem sempre podem ter a mesma opinião. O novo disco foi considerado mediano por jornais, revistas e sites especializados, mas, diante dos fãs gaúchos, canções como “Congregation” e “Outside” foram recepcionadas como hits dos 20 anos de história da banda.

“Vocês são barulhentos. Eu gostei”, disse Grohl, logo ao início da performance, extravasando a tensão inicial com um sorriso genuíno. “Vamos tocar por muito tempo. É a nossa primeira vez aqui, e temos 20 anos de música para mostrar”.

Em 2015, o Foo Fighters comemora duas décadas de carreira, desde que um desolado Grohl gravou, sozinho, as faixas do disco de estreia da banda, um ano após perder o amigo e líder de sua antiga banda, Kurt Cobain, do Nirvana. Na época, foi questionado sobre deixar o posto de baterista para assumir a guitarra e os vocais. Hoje sabemos: Dave Grohl fez o certo.

E o tempo só ajudou. Curou as feridas do hoje vocalista e colocou o Foo Fighters como uma das maiores bandas de rock mainstream na atualidade. Uma banda com uma identidade sonora muito própria, com gosto por refrão explosivo e gritado, e perfeita para agitar multidões, como foi testemunhado na Fiergs.

Como nota negativa, a estrutura do estacionamento da Fiergs deixou a desejar. O sistema de som montado ali fez com que, em várias oportunidades, o público que ficou para trás não conseguisse ouvir o que era tocado no palco.

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