Uma refeição ao ar livre

Saiba tudo o que é preciso para organizar um piquenique e aproveitar o verão nos espaços públicos de BH

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

De receitas, ele sugeriu o bolo no pote de chocolate branco e uvas verdes e ainda um sanduíche de frango grelhado e manga
douglas magno
De receitas, ele sugeriu o bolo no pote de chocolate branco e uvas verdes e ainda um sanduíche de frango grelhado e manga

A cena faz parte do imaginário coletivo: estende-se uma toalha no gramado, abre-se uma cesta de comidinhas e “voilà”: o piquenique está armado. Já que as chuvas não deram as caras nesta estação, o clima anda perfeito para aproveitar os dias mais longos e o horário de verão ao ar livre.

Versáteis, os piqueniques cabem bem em todo tipo de ocasião. Valem para curtir um tempo sozinho, um encontro romântico ou até para uma comemoração especial em grupo, além de ser um ótimo programa para quem tem crianças.

Lugares bonitos para montar um piquenique também não faltam na capital, de parques e praças com belos gramados à sombra de árvores pela cidade.

Juntem-se a isso as receitas que o Gastrô separou e não sobrará desculpa para não curtir o dia lá fora. Fáceis de preparar, elas agradam estilos bem diversos: desde os mais moderninhos até os saudosistas de comidinhas com cara de avó. 

Para o chef e consultor gastronômico Pedro Lenzi, a melhor parte do piquenique é poder compartilhar a comida. “É legal quando cada um leva uma receita diferente, de preferência aquela especialidade. Se você faz um bolo gostoso, leva já cortadinho. Se faz um sanduíche bom, põe na roda para todo mundo. Assim fica mais animado e variado”, disse ele, um praticante convicto da modalidade.

“Piqueniqueira” reconhecida no seu círculo de amigos, a consultora jurídica Denise Furtado de Garcia não precisa de muito pretexto para se jogar na grama com os filhos, uma de 5 anos, e outro, de 1 ano e 9 meses. Quando existe motivo para comemorar, então, o piquenique se torna um evento grande. Ela gosta tanto que os últimos aniversários dos filhos foram celebrados nesse estilo.

“Queria uma comemoração diferente, então plantamos uma árvore e fizemos a festa por lá mesmo. É uma delícia, um clima muito gostoso”, afirma Denise, que já tem um arsenal pronto de receitas práticas para qualquer ocasião.

Para um evento maior, como uma festa, é preciso pedir autorização na Fundação de Parques. “É uma burocracia um pouco chata, mas ainda assim vale a pena”, comenta a consultora.

Na comemoração dos três anos do blog de gastronomia Sal de Bolinha, no ano passado, a jornalista Marina Maria também organizou um piquenique. Para ela, sentar-se no chão e comer com as mãos é um misto de resgate de costumes ancestrais e de atitude política.

“É muito bonito observar que tem virado hábito ocupar os espaços públicos com piqueniques. Até bem pouco tempo atrás, isso era raro. A mentalidade era a de ‘não pise na grama’, proibindo tudo. Agora, isso está mudando. Ainda bem”, diz.

Seguindo o clichê dos filmes, Marina comprou uma cesta para fazer seus piqueniques pela cidade. Apesar de usá-la, não recomenda: “não é das coisas mais práticas e não cabe muita coisa. Uso mais pela honra”, brinca a blogueira.

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