Material escolar pode variar em média 500%

Pesquisa realizada pelo Procon constatou que, em alguns itens, a diferença pode ser de até 900%; conselho é pesquisar antes de comprar, para não comprometer o bolso

iG Minas Gerais | José Augusto Alves |

Especialistas dizem que os pais devem pesquisar antes de comprar material escolar dos filhos
João Lêus
Especialistas dizem que os pais devem pesquisar antes de comprar material escolar dos filhos

Faltando pouco mais de uma semana para o início das aulas, as papelarias e as livrarias já sentem o movimento dos consumidores. E, com isso, quem ainda não fez a pesquisa de preço pode pagar valores mais salgados. 

Levantamento feito pela Superintendência do Procon em seis estabelecimentos da cidade mostra que a variação de preços dos itens pode passar dos 500%. O lápis preto nº 2, por exemplo, foi o que apresentou a maior diferença: 900%, podendo ser encontrado na faixa de R$ 0,25 a até R$ 2,50. “A melhor maneira mesmo de economizar é fazer uma pesquisa de preço antes. Há vários produtos similares com valores mais em conta e que possuem a mesma qualidade”, disse a superintendente do Procon de Betim, Ana Lúcia Silva.

Segundo o levantamento, outro item que apresentou grande variação foi a caneta, podendo ser encontrada custando entre R$ 0,50 e R$ 3,99, ou 698% de diferença. A borracha branca nº 20 também foi outro produto de grande discrepância de preços, variando 523% – de R$ 0,80 a até R$ 4,99.

A professora Adriana Oliveira afirma que fez uma pesquisa de preço antes de comprar o material para o filho, de 7 anos. “Andei um pouco e fiz uma lista com os preços. Depois, fiz as compras em três locais diferentes, aproveitando o preço mais barato de cada um. Tem que andar mesmo se quiser economizar”, conta.

Quem também preferiu colocar o pé na rua para achar produtos mais em conta foi a técnica em enfermagem Júlia Saraiva de Almeida. Ela relata que realizou a compra do material em dois estabelecimentos diferentes. “Em um deles, eu comprei cadernos, lápis de cor e lancheira, e a diferença foi significativa”, afirmou.

Já a esteticista Fernanda Amarante não quis muito pesquisar. “Como eu viajei e voltei ao trabalho em seguida, fiquei sem muito tempo para comparar os preços. Fui a apenas dois locais e resolvi comprar tudo em um deles. Como paguei à vista, consegui um desconto de 10%”, disse.

Proibido Segundo o Procon, as escolas não podem pedir aos pais produtos de uso coletivo e outros considerados abusivos. De acordo com a Lei 12.886/2013, materiais de limpeza e higiene pessoal, como sabonete, creme dental, sabão e papel higiênico, são proibidos de constar na lista. Materiais considerados de uso coletivo, como os de escritório, como tonner e cartucho para impressoras, grampreador, copo e prato descartáveis e álcool, dentre outros, não podem ser pedidos aos pais. “Se as escolas insistirem no pedido de material coletivo, os pais devem ir ao Procon e fazer a reclamação”, disse Ana Lúcia.

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