Minas perde para o Brasil Kirin e se despede da Copa Brasil

Equipe de Belo Horizonte caiu para adversário regular e que teve torcida a seu favor

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

ESPORTES - CAMPINAS SP - BRASIL - 22.1.2015 - COPA BRASIL DE VOLEI - Partida entre CAMPINAS ( BRAIL KIRIN ) x MINAS no Ginasio Taquaral em Campinas SP.
Foto: Douglas Magno / O Tempo
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ESPORTES - CAMPINAS SP - BRASIL - 22.1.2015 - COPA BRASIL DE VOLEI - Partida entre CAMPINAS ( BRAIL KIRIN ) x MINAS no Ginasio Taquaral em Campinas SP. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Campinas (SP). Depois de bater na trave nos dois últimos anos, jogando o Sul-Americano dentro de casa, o Minas Tênis Clube vai ter que se contentar em ver a competição do mês que vem de longe. O time da Rua da Bahia lutou e deixou tudo o que podia dentro de quadra, mas caiu na semifinal da Copa Brasil para o Vôlei Brasil Kirin-SP, de Campinas, que sedia a fase decisiva da competição.

A derrota veio por 3 sets a 1 (21/25, 25/21, 25/18 e 25/21) e classifica os paulistas para a final diante do vencedor de Sada Cruzeiro e Funvic-Taubaté-SP, que entram em quadra ainda nesta quinta-feira. Se o time celeste, atual campeão da Superliga vencer, o Brasil Kirin já estará garantido na competição continental.

Além dos donos da casa, que contam com um dos times mais fortes da Superliga, o Minas Tênis Clube teria que lutar contra uma torcida que fez bem seu papel nas arquibancadas do ginásio do Taquaral, repetindo a média de público de 2.600 pessoas por jogo.

O elenco jovem do Minas se mostrou destemido, mais uma vez. A organização tática implantada pelo técnico Nery Tambeiro, aliada a muita determinação, fizeram os mineiros incomodarem a equipe paulista. Mas o time não teve desempenho tão regular quanto era necessário e acabou caindo para um adversário mais bem postado.

Enquanto o Minas contou com o retorno do ponta João Rafael, o time da casa não teve o líbero Alan, além dos opostos Wallace e Michael. Restou ao central Vini fazer bem o papel na saída de rede paulista, assim como havia acontecido no último jogo. Mesmo improvisado, o jogador teve bom desempenho e mostrou que está apto para exercer a função.

Como aconteceu na maior parte dos jogos desta temporada, o levantador Everaldo não pensava duas vezes antes de acionar o oposto cubano Escobar, que continua em ótima fase, mostrando porque é o maior pontuador do campeonato nacional.

Mesmo bem marcado, parando no bloqueio em alguns momentos, Escobar teve alto aproveitamento ofensivo e também nos saques, sendo uma válvula de escape quando a coisa apertava.  Depois de começar muito bem o jogo, o cubano, assim como todo o time do Minas, caiu de produção, vendo a vitória ficar pelo caminho. 

“Acho que faltou um pouco de experiência para o nosso time. Começamos bem, mas deixamos o ritmo cair e isso pesou. Não fomos tão bem no começo dos sets e tivemos que ir atrás do marcador. A torcida não teve peso nenhum na nossa atuação”, avaliou o ponteiro Canuto. Minas teve bom começo, mas queda no ritmo pesou

Mais irregular no passe, o Brasil Kirin teve dificuldades depois do segundo tempo técnico do primeiro set. Até ali, a diferença era de dois pontos, no máximo. Aproveitando bem os contra-ataques, o Minas não titubeou para sair na frente. No segundo set, o Brasil Kirin não deixou o ritmo cair após o bom começo. O Minas seguiu com volume de jogo consistente, defendendo bem e com o bloqueio presente. Escobar não cansava de virar bolas, do jeito que fosse. A troca de pontos foi constante até um 16 a 15 para os mineiros.

Buscando algo diferente, Alexandre Stanzioni, técnico do Brasil Kirin, usou a carta que deu certo no último jogo. Colocou o central Vini como oposto e a tentativa deu certo. O jogador assumiu a responsabilidade, foi bem quando chamado e fez a torcida vir junto para buscar o empate.

Sem querer ficar longe da decisão, dentro de seus domínios, o Brasil Kirin começou melhor a terceira parcial. O Minas tinha dificuldades no passe, o que fez o técnico Nery Tambeiro trocar o ponta João por Tiago Vanole. A inversão de opostos e levantadores também pouco adiantou. Os cinco pontos abertos pelos donos da casa, que contaram ainda com a sorte ao seu lado, fizeram o Minas correr atrás do prejuízo, sem sucesso. 

Com o retorno de Escobar e a manutenção de Vanole no time, o Minas foi para o tudo ou nada no quarto set.  Descuidos poderiam ser fatais para os visitantes, que tentavam minimizar os erros para não verem a competição se acabar.

Mas o Brasil Kirin seguia em alto nível, pressionando o Minas nos bloqueios e saques. Sem conseguir ficar em condição favorável, restou ao time da capital mineira não desistir e fazer o que estava ao seu alcance para reduzir a diferença no placar, que sempre rondou os três pontos, aumentando somente na reta final, graças aos erros dos mineiros.

Um 19 a 15 deixou o time de Campinas com a "faca e o queijo na mão" para sacramentar a vitória. Sem dar bobeira, os donos da casa retibuíram a presença da torcida com uma merecida classificação.

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