Empresária foi morta por ter se atrasado para programa sexual

Suspeito confessou o crime na tarde quinta (22); ele quis dispensar o serviço, mas ela ameaçou cobrar a dívida no seu local de trabalho; não há outros envolvidos no assassinato

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

Jovem trabalhava no ramo de arquitetura
Facebook/ Reprodução
Jovem trabalhava no ramo de arquitetura

O principal suspeito da morte da empresária do estado de Tocantins, que também se prostituía, confessou o assassinato na tarde desta quinta-feira (22). O jovem de 23 anos se apresentou com seu advogado na Delegacia de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde a vítima foi morta na tarde da última sexta (16).

O atraso de Kesia Freitas Cardoso, 26, para chegar ao local do programa desencadeou sua morte.

Em depoimento ao delegado Matheus Reis Possancin, o suspeito disse ter marcado o programa com a Kesia para as 14h daquela sexta-feira. Porém, a vítima chegou a casa do jovem, no bairro Santa Rosa, com meia hora de atraso. "Ele contou que, por isso, começou a discutir com ela. Kesia disse que não poderia compensar o atraso, e que ele só teria meia hora de programa contratado".

Dessa forma, o suspeito se negou a pagar pelo programa. A jovem, então, fez ameaças, dizendo que iria até o trabalho dele para cobrar a dívida. Eles estavam na cozinha, e quando ele se virou de costas, Kesia deu uma 'gravata' nele. Momento em que ele avistou uma faca na cozinha, e ainda preso pelo pescoço, deu o primeiro golpe na vítima, ferida na cabeça e pescoço", explicou.

Câmeras

A suspeita inicial de que Kesia teria sido morta por se negar a fazer sexo em grupo, foi descartada, uma vez que a movimentação de quem entrou e saiu do imóvel foi filmada por circuito de câmeras de vizinhos.

"Depois de golpear a vítima, ele enrolou o corpo em um lençol e colocou dentro do porta-malas do carro dele, um Celta. O circuito de câmeras no entorno filmou a entrada da casa. Os pais dele estavam viajando. Por volta das 14h30, a Kesia chegou, e depois ele saiu no carro dele, um Celta, já com o corpo dela no porta-malas", disse o delegado.

O suspeito dirigiu até a oficina do pai, no bairro Nossa Senhora das Graças, onde chegou depois das 18h. "O local já estava fechado, Daí, ele entrou, deixou corpo lá e foi embora. No dia seguinte, (sábado, 17), por volta das 7h, ele retornou à oficina, pegou o corpo da Kesia, jogou em um tambor que eles usavam com lixeira, de cabeça para baixo, e colocou na pick-up Strada. Ai, ele roudou mais uns quilômetros até o Distrito Industrial, onde a vítima foi descartada", detalhou.

Depoimentos

Os pais da vítima foram ouvidos pela Polícia Civil e se disseram surpresos com a história. "Eles estavam muito emocionados e não sabiam bem o que dizer ou fazer", relatou Matheus.

Ainda segundo o delegado, os funcionários que prestaram depoimento também não sabiam de nada sobre o caso, "mas reconheceram o tambor em que ela foi encontrada e o sifão de uma pia como objetos da oficina. Eles também disseram que o suspeito não trabalhou na sexta-feira (16), dia em que marcou o programa com Kesia".

A suspeita do crime foi levantada por outras duas amigas da vítima, que também seriam garotas de programa, também ouvidas pela polícia. "Da família, eu só ouvi o irmão dela, que também se mostrou surpreso com mais essa atividade da empresária".

O delegado Matheus Reis Possancin disse que o suspeito foi ouvido e liberado, por ter escapado do flagrante, e também que ele não tem passagens por outros crimes. "Assim que concluirmos o inquérito, vamos decidir sobre o pedido da prisão preventiva dele", finalizou.

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