Cristina é livre para mudar de opinião, diz investigadora

A presidente "pode pensar que foi um suicídio, depois pode mudar sua posição, pensar que pode ter sido uma indução ou um homicídio"

iG Minas Gerais | Folhapress |

EDUARDO DI BAIA/ASSOCIATED PRESS
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Viviana Fein, a encarregada do esclarecimento da morte do promotor Alberto Nisman, declarou que Cristina Kirchner "é livre para pensar, como qualquer cidadão", mas que ela se aterá à investigação e ao que vai conseguir descobrir.

A presidente "pode pensar que foi um suicídio, depois pode mudar sua posição, pensar que pode ter sido uma indução ou um homicídio", afirmou no prédio da Promotoria.

A declaração foi feita depois de a presidente publicar em seu site uma carta aberta na qual afirma que Nisman, encontrado morto no domingo (18), não cometeu suicídio e que a morte faz parte de um plano para desestabilizar seu governo.

Em uma carta prévia, Cristina indicava acreditar na hipótese de suicídio.

Fein já declarou que o disparo que matou Nisman foi feito por ele mesmo, apesar de ter dito que não descartava outras hipóteses.

Quando revelou o resultado negativo do exame para rastrear se havia resquícios de pólvora nas mãos do promotor morto que podiam indicar que ele efetuou o disparo, ela usou a palavra "lamentavelmente" para descrever o resultado.

Além da promotora Fein, o caso também é conduzido pela juíza Fabiana Palmaghini. Em seus perfis em redes sociais, essa magistrada publicou críticas ao governo.

A presidente argentina escreveu, no texto que publicou em seu site, que tinha conhecimento dessas críticas.

Além disso, no texto, também acusou a juíza de ter aceitado uma versão de um falso suicídio em um outro caso.

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