Sistema de tira-teima da Copa Brasil tem intenção de avanços

Detecção de outros tipos de jogadas, além de bola dentro e fora, e interação com público por meio de telão foram sugeridas durante reunião

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Representantes dos quatro times semifinalistas da Copa Brasil foram informados sobre a nova tecnologia
douglas magno
Representantes dos quatro times semifinalistas da Copa Brasil foram informados sobre a nova tecnologia

Campinas-SP. A ferramenta tecnológica que irá ajudar os árbitros durante as semifinais e final da Copa Brasil masculina de vôlei nem começou a ser usada e passos adiantes já começam a ser pensados.  Em reunião com um representante da empresa responsável ao lado de membros das equipes semifinalistas, aconteceu na tarde desta quinta em Campinas, servindo para apresentar o aparelho, tirar dúvidas, além de discutir próximos passos que podem ser dados. 

Logo mais, os times entram em quadra em busca de vaga na decisão. O equipamento, que vai detectar bola dentro ou fora durante os jogos, entre Minas Tênis Clube e Vôlei Brasil Kirin-SP, anfitrião do torneio e Sada Cruzeiro e Funvic-Taubaté-SP. Quem vencer, faz a final no sábado, às 22h, em busca de uma vaga no Sul-Americano.

Assim que a bola bate no chão, câmeras com chip mandam informações para o árbitro, que terá um smart phone instalado em sua cabine.

Uma das formas de desenvolver o aparelho é na sua amplitude ao detectar jogadas.  “Estamos trabalhando na evolução, para atender aos cinco fundamentos: bola dentro e fora, invasão na hora do saque, invasão no momento do ataque, toque na rede e toque no bloqueio. Atualmente, entregamos somente bola dentro e fora, que foi colocada, por muitos técnicos, como prioridade. Eles se mostraram preocupados com o risco de perder um campeonato em um lance como este”, indica Emerson Shiromaru, gerente de inovação e tecnologia da Cambuci, responsável por criar o sistema que teve o sócio diretor da Penalty, Roberto Stefano, como idealizador.

Na última semana, a tecnologia, inédita a nível mundial, foi usada nas semifinais e na final da Copa Brasil feminina, em Cuiabá.  “O retorno foi positivo. Todas as dúvidas foram tiradas e não tivemos polêmica”, resume Shiromaru.

Os times aprovam a utilização e querem trabalhar junto da Cambuci para sugerir avanços.  “É interessante ter um atrativo a mais. Sempre existiu muita dúvida em cima da arbitragem e isso vai tirar um pouco da grande responsabilidade deles. O grande lance é não precisar de parar o jogo para definir a jogada”, mostra Cebola, supervisor do Minas, comparando com o desafio usado no Mundial.

Neste caso, cada time tinha direito a dois pedidos de replay por set. O lance duvidoso era mostrado em um monitor, onde o segundo árbitro tomava a decisão, interrompendo a partida por alguns minutos.

Paralisação prejudicial. Para Cebola, o sistema da Copa Brasil tem como um dos pontos positivos o fato de mostrar, em tempo real, a definição do lance. “Seria muito bom se outras jogadas pudessem entrar nesta ferramenta atual, mas sem parar o jogo. Quando o jogo para, os jogadores se desentendem, e existe até uma perda de comando”, sinaliza.

Um dos lances importantes, que deve virar prioridade no avanço do sistema, é no toque no bloqueio. “Seria perfeito se a ferramenta identificasse isso sem a necessidade de paralisação da partida”, projeta Cebola.

Shiromaru garante que este tipo de estudo será feito por sua equipe para que a satisfação de clubes e CBV seja a maior possível.

“O caminho do vôlei leva a isso. Mas depende de tratativas entre e CBV e associação de clubes, por exemplo. O olho humano não tem condição de acompanhar a velocidade da bola em muitas jogadas. A tecmologia veio para tirar a dúvida”, diz o minastenista.

Show para o público. Uma das ideias discutidas é de, no futuro, a informação que o árbitro recebe no smartphone ser mostrada não somente para o banco de reservas, mas também para o público. Para isso, seria necessário que o ginásio tivesse um telão instalado. O Minas é um dos poucos clubes que têm esta vantagem, aproximando a torcida da partida.

“Isso dependeria do investimento dos times.  Existiria uma interação entre o público e a ação da bola. Seria um plus a mais”, projeta Cebola.

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