Anistia condena investigação sobre estudantes mexicanos desaparecidos

O ataque foi realizado no dia 26 de setembro por policiais municipais e assassinos de aluguel na cidade de Iguala contra os estudantes

iG Minas Gerais | AFP |

A Anistia Internacional (AI) denunciou nesta quinta-feira que os promotores mexicanos falharam em sua investigação sobre o desaparecimento de 43 estudantes em setembro e pediu que vão a fundo com as denúncias sobre a possível cumplicidade de forças de segurança mexicanas.

"A promotoria federal falhou em investigar adequadamente todas as denúncias de cumplicidade das forças armadas e outras autoridades na desaparição forçada dos 43 estudantes" da escola de magistério de Ayotzinapa, no turbulento estado de Guerrero (sul), indicou em um comunicado da organização, que nesta quinta-feira oferecerá uma coletiva de imprensa no México.

O ataque realizado no dia 26 de setembro por policiais municipais e assassinos de aluguel na cidade de Iguala (Guerrero) contra os estudantes, que terminou nas desaparições, é um crime que "mudou a percepção distorcida de que a situação dos direitos humanos tem melhorado no México desde que o presidente Enrique Peña Nieto tomou o poder", em dezembro de 2012.

Para a Anistia existem preocupações de uma "possível cumplicidade" do Exército neste crime que comoveu o México e a comunidade internacional.

Os pais dos estudantes se apegam à ideia de que seus filhos ainda estão vivos e asseguraram em diversas ocasiões que as forças de segurança sabem do paradeiro dos jovens.

A investigação oficial da promotoria aponta que imediatamente depois do ataque os estudantes foram entregues por policiais de Iguala ao cartel local Guerreros Unidos, que por sua vez os teria executado, incinerado e jogado em um rio por razões que ainda não foram completamente esclarecidas.

Até o momento foram identificados somente os restos mortais de um dos estudantes.

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