Solidariedade pede que oposição apoie Eduardo Cunha para derrotar o PT

A candidatura do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que conta com o apoio do PSDB, se transformou em linha auxiliar da campanha do petista Arlindo Chingalia (PT-SP)

iG Minas Gerais | Folhapress |

Cunha recebe telefonemas de deputados pedindo orientação
Wendel Lopes / PMDB
Cunha recebe telefonemas de deputados pedindo orientação

Sob o comando do deputado Paulinho da Força (SP), o Solidariedade fez um apelo nesta quinta-feira (22) para que a oposição se una em torno da candidatura do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), para a presidência da Câmara e consiga derrotar o PT.

Segundo o texto, a candidatura do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que conta com o apoio do PSDB, se transformou em linha auxiliar da campanha do petista Arlindo Chingalia (PT-SP). Indiretamente, o partido pede que Delgado abra mão de sua candidatura.

O Solidariedade pede a reflexão, inclusive, do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que ajudou a viabilizar o nome de Júlio Delgado. Paulinho também foi um dos principais auxiliares de Aécio na disputa presidencial do ano passado, na qual o tucano acabou em segundo lugar.

"Além de esta candidatura [Júlio Delgado] ser inviável, na opinião do partido, está se tornando linha auxiliar da candidatura do PT, inclusive com a divulgação de acordo mútuo entre os dois", diz o documento.

"O Solidariedade apela aos partidos de oposição, inclusive ao senador Aécio Neves, para que rediscuta esta questão, com o objetivo de não se cometer o erro histórico de perder a oportunidade de trazer o PT, na sua representatividade na Mesa e nas Comissões da Câmara dos Deputados, para o tamanho que a sua bancada saiu das urnas: 13%", completa o texto.

Além dos tucanos e do PSB, Júlio tem apoio do PPS e PV. Essa é a segunda vez que disputa o controle da Casa. O Solidariedade terá 16 deputados na nova composição do Congresso, a partir de fevereiro.

PSD

A candidatura de Chinaglia receberá na tarde desta quinta seu terceiro apoio. A bancada do PSD, com 36 deputados, anunciará que vai fechar com o petista.

O partido foi privilegiado na reforma ministerial com a indicação de Gilberto Kassab para comandar o Ministério das Cidades.

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