'Suicídio de promotor é teoria remota', diz secretário de Segurança

A presidente Cristina Kirchner, que em um primeiro momento sustentava a ideia de que Nisman havia se matado, mudou na manhã desta quinta (22) e começou a falar em assassinato

iG Minas Gerais | Folhapress |

Procurador Alberto Nisman foi encontrado morto nesta segunda-feira (19) em Buenos Aires
AFP
Procurador Alberto Nisman foi encontrado morto nesta segunda-feira (19) em Buenos Aires

O secretário de Segurança da Argentina, Sérgio Berni, falou nesta quinta-feira (22) numa entrevista à uma rádio que a hipótese de que o promotor Alberto Nisman, encontrado morto no domingo, tenha sido assassinado. "Parece-me que a teoria do suicídio fica um pouco mais remota", afirmou.

Para Berni, o depoimento do chaveiro que abriu a porta do apartamento onde o corpo de Nisman foi encontrado "não é um dado menor".

No terceiro dia de investigações, o chaveiro afirmou que a porta de trás da casa não estava trancada por chave do lado de dentro. Segundo Berni, "isso significa que alguém pode ter saído por essa porta".

A presidente Cristina Kirchner, que em um primeiro momento sustentava a ideia de que Nisman havia se matado, mudou na manhã desta quinta (22) e começou a falar em assassinato.

Ela afirma que o caso foi um complô contra o governo dela que teria sido planejado em duas partes: na primeira, ludibriar Nisman e levar ele a fazer uma denúncia falsa e, na segunda, matá-lo.

Na entrevista, Berni, foi perguntado se há, na Argentina, alguém capacitado para uma ação como essa. Ele respondeu que existe quem possa fazer "isso e muito mais".

Em seguida, frisou que não estava acusando ninguém.

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