França é referência de modelo

O economista Ladislau Dowbor explica como funciona

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Diversos países no mundo adotam, ou já adotaram em determinado momento, o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) e a cobrança progressiva dos tributos em relação à renda. Hoje, a França é um paradigma na aplicação do IGF, taxa defendida pelo respeitado economista Thomas Piketty, autor de “O Capital no século XXI”.  

O economista Ladislau Dowbor explica como funciona. “Uma conhecida brasileira que mora em Paris tem um apartamento de 120 metros quadrados em uma região nobre, e, lá, isso é considerado grande fortuna. Por conta disso, ela paga US$ 3.000”, diz, referindo-se à cobrança anual do IGF.

“Isso permite que o governo financie a chamada ‘renda mínima de inserção’, o que seria uma espécie de Bolsa Família. A taxa é suficientemente forte para assegurar redução, pequena que seja, na riqueza dos muito ricos, com diminuição bastante forte da pobreza”, defende. 

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