Funcionários temem ser demitidos

O advogado dos 46 terceirizados, Idalmo Geraldo Souto, explica que a Câmara não tem personalidade jurídica

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Em junho do ano passado, após um mês sem localizar os donos da Tempus, a Câmara de Betim contratou outra empresa em regime de urgência para manter o serviço e assumir os servidores terceirizados. Eles já completam oito meses sem receber os recursos a que dizem ter direito. “Quando paramos de receber, ficamos em dificuldade financeira. E ainda estamos com medo de perder o emprego. Não falamos sobre o assunto na Câmara para não mandarem a gente embora”, relata uma funcionária que pediu anonimato.  

Como a Câmara Municipal de Betim não tem personalidade jurídica, a prefeitura é quem deve responder o processo. Segundo a servidora terceirizada, o Executivo teria alegado que os funcionários da Tempus “nunca prestaram serviço” à prefeitura e que, por isso, não vai pagá-los.

O advogado dos 46 terceirizados, Idalmo Geraldo Souto, explica que a Câmara não tem personalidade jurídica. “Então é a própria prefeitura que tem que responder à ação”, disse Idalmo. 

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