Filme brasileiro traz dois talentos da nova geração

iG Minas Gerais |

Maeve Jinkings vive uma cantora em “Amor, Plástico e Barulho”
Boulevard Filmes / Divulgação
Maeve Jinkings vive uma cantora em “Amor, Plástico e Barulho”

SÃO PAULO. Em “Amor, Plástico e Barulho”, de Renata Pinheiro, acompanhamos uma banda de música brega que faz shows pela periferia do Recife, com algum sucesso. A cantora, Jaqueline (Maeve Jinkings, de “O Som ao Redor”), sente que seu tempo está passando. Por algum motivo, alterna momentos de grande carisma com certa melancolia (que não deixa de ser carismática), uma carência que parece se impor sem que ela entenda por quê. 

Shelly (Nash Laila, de “Tatuagem”), por outro lado, é dançarina da banda, mas almeja ser cantora. Faz de tudo para se promover: clipes, cartões, dança efusivamente na frente do palco. Sente que sua hora de brilhar está chegando. Ambas são amigas, mas também rivais. E não só na carreira. A disputa é por espaço na banda, mas também pela consumação dos desejos carnais.

Elas jogam com homens, um pouco sem querer. Jaqueline, no fundo, teme perder o lugar para Shelly. Sabe, de todo modo, que vai perder para alguém.

Jinkings e Laila são duas atrizes da nova geração do cinema brasileiro, e aqui estão em momentos inspirados de suas carreiras. Acreditamos que elas são mesmo Jaqueline e Shelly, tamanha a entrega das duas. Não se entende como um furacão de sensualidade como Jinkings pode estar em crise, mas esse é um problema menor (outro é a irregularidade do elenco secundário).

A rivalidade entre as duas se insinua aos poucos, mas de maneira evidente, maculando a amizade e uma possível cumplicidade artística. A direção é eficiente, e explora bem o que acontece fora de quadro.

Renata Pinheiro, a diretora, também é artista plástica. Em alguns filmes, suas pesquisas com texturas de imagens incomodam. É o caso do curta “Superbarroco” (que incrivelmente colecionou prêmios por aí) e de “Estradeiros”, que realizou com o marido, Sérgio Oliveira (que aqui assina com ela o roteiro).

Neste filme, essas pesquisas se harmonizam com o tema. Os registros não brigam; pelo contrário, complementam-se, como na cena em que Shelly procura produtos para os cabelos, ou nos clubes noturnos, com as luzes de um show imaginário se sobrepondo às mercadorias.

Em outros momentos, a câmera passeia por objetos desfocados criando efeitos visuais que combinam com os ambientes percorridos pelos personagens. Estão todos, afinal, atrás de algum brilho. (Sérgio Alpendre)

Outras estreias

As novidades da semana incluem ainda a animação “Minúsculos”, que, utilizando personagens digitais inseridos em paisagens reais, deixa no espectador a sensação de ter saído de uma das melhores sessões do festival Anima Mundi, e não de uma sala do circuito comercial.

A outra estreia é “Busca Implacável 3”, que é melhor que o anterior, mas está longe ser um grande filme.

A trilogia vai ficar na história do cinema como o momento em que um ator talentoso e premiado resolveu assumir o papel de herói de filmes de ação. Conhecido por filmes como “A Lista de Schindler”, Liam Neeson vive na trilogia um ex-agente.

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