Opep nega que política de oferta se destine a um país específico

Opep optou por manter a cota de produção, apesar da queda rápida de preços

iG Minas Gerais | AFP |

AGÊNCIA FRANCE-PRESSE
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A decisão dos países-membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de manter seu nível de produção de cru, apesar da queda dos preços, "é puramente econômica e não se dirige contra nenhum país", disse nesta quarta-feira o secretário-geral do cartel, Abdallah El Badri.

"Não se dirige contra os Estados Unidos", disse El Badri em uma conferência em Davos. Ele também negou que se trate de uma estratégia contra a Rússia ou a qualquer empresa em particular.

Depois de uma surpreendente decisão dos ministros da Opep de manter a cota de produção, apesar da queda rápida de preços, circularam várias especulações sobre suas causas.

A queda de preços de aproximadamente 50% desde junho foi o epicentro de uma tremor que sacudiu a indústria de cru e a economia mundial, afetando especialmente países produtores como Rússia, Venezuela e Nigéria.

"Não aumentamos nossa produção nesses últimos 10 anos, se a cortamos hoje, teremos que a reduzir em junho, em dezembro, em 2016", insistiu o ministro no Fórum Econômico Mundial. "Não é muito lógico", completou.

Em sua última reunião, em novembro, em Viena, a Opep decidiu manter o volume de sua produção, apesar da pressão de alguns países, como a Venezuela, de reduzir a oferta para forçar o aumento dos preços.

Os 12 países da Opep, que produzem um terço do petróleo mundial, disseram no fim de novembro que manteriam seu teto de produção em 30 milhões de barris por dia para os próximos seis meses, acentuando assim a queda dos preços. 

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