CBF diz que vai dialogar com governo sobre dívida dos clubes

A previsão do governo federal é que haja uma nova Medida Provisória com a inclusão de contrapartidas que os clubes dariam pelo refinanciamento das dívidas

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Presidente da CBF parabenizou Alexandre Kalil pela vaga do Atlético nas finais da Copa Libertadores da América
Presidente da CBF parabenizou Alexandre Kalil pela vaga do Atlético nas finais da Copa Libertadores da América

O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, disse nesta quarta-feira (21) que a CBF não se sentiu derrotada com o veto da presidente Dilma Rousseff ao artigo da Medida Provisória 656, que aprovaria imediatamente o refinanciamento da dívida dos clubes de futebol com o governo federal.

"Nós queremos que seja aprovado, o quanto antes. Para isso estamos batalhando. Agora o importante é conversar com todas as partes, com o grupo de estudo, para chegar a um entendimento", disse José Maria Marin, que na manhã desta quarta participou de um evento na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), em São Paulo, sobre o desenvolvimento do futebol feminino.

A CBF defendia a aprovação imediata, sem as contrapartidas de melhoria de gestão financeira dos clubes, que a entidade defende que sejam controladas por ela no Regulamento Geral das Competições.

Entre essas medidas estão a perda de pontos e até rebaixamento de clubes que não arcarem devidamente com o pagamento das dívidas e de salários de jogadores.

O governo federal decidiu vetar o artigo 141 da MP 656 e criar um grupo interministerial, formado por representantes dos ministérios do Esporte, da Fazenda, da Justiça, da Previdência Social e pela Casa Civil. A previsão é que haja uma nova Medida Provisória com a inclusão de contrapartidas que os clubes dariam pelo refinanciamento da dívida.

O Bom Senso FC, grupo formado por jogadores que defendem mudanças na administração do futebol, defendia o veto. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), os clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais defendiam a aprovação. Para o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, é importante que os clubes comecem do zero.

O Bom Senso acha pouco e pede regras mais rígidas para o fair play financeiro, inclusive com responsabilização dos dirigentes.

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