Queimadura em bebê gera briga de mãe com escola e vira caso de polícia

Família afirma que criança foi colocada no chão quente descalça; instituição nega e se defende dizendo que menina já chegou com o pé queimado; mãe, que pagou R$ 2.589 por um mês de aula, teve o dinheiro devolvido

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Menina precisou de atendimento médico
Arquivo pessoal
Menina precisou de atendimento médico

Uma queimadura no pé de uma menina de apenas 1 ano e 7 meses virou caso de polícia e foi parar na delegacia, nessa terça-feira (20), após a mãe denunciar uma escola do bairro Santa Rosa, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

De acordo com a tia da criança, Ana Maria Barbosa, de 38 anos, a sobrinha foi para a escolinha para um dia experimental. “Minha irmã deixou a menina no começo da tarde. Em menos de três horas, ela recebeu a ligação de uma das funcionárias pedindo para buscá-la porque ela estava com o pé machucado”, contou a dona de casa.

Segundo ela, ao perceber o ferimento, a mãe levou a filha para um hospital do bairro Floresta, na região Leste da capital, onde foi medicada e liberada. Nesta quarta, ela voltará ao hospital para ser sedada e passar por um procedimento para retirar a pele.

“Elas colocaram minha sobrinha no chão quente. Foi negligência. Alguém deveria ter olhado. Vamos tomar nossas providências”, disse a tia.

Já a diretora da escola, Lúcia de Almeida Faria Campos, tem uma outra versão para o caso. “Ao deixar a menina na escola, a mãe disse que ela estava com uma pequena bolha no pé, que foi causada por um sapatinho. “Ela nos avisou e pediu para deixar a criança descalça porque ela gostava. Quando tiramos o sapato fechado e a meia vimos que o pé não estava só com uma bolha. Ligamos imediatamento para a mãe”, explicou a diretora.

A tia da menina confirma que ela estava com o machucadinho no pé e a família tinha conhecimento. No entanto, afirma que ele não seria capaz de provocar os outros ferimentos.

Na versão da proprietária da instituição, a mãe foi buscar o bebê normalmente e não criou nenhum tipo de problema. “Duas horas depois, ela já voltou fazendo o maior escândalo. A primeira coisa que ela pediu foi o valor que tinha pago pelo mês de fevereiro de volta. A mãe já tinha acertado com a escola a matrícula, mensalidade, uniforme e lista de material, totalizando R$ 2.589. Nós devolvemos o dinheiro imediatamente”, disse a educadora.

Lúcia afirma que, no momento que descobriram os ferimentos no pé da criança, outros 15 alunos também estavam no espaço e não ficaram feridas. “Trabalho com crianças há 30 anos e nunca tive problemas. Atualmente, a escola tem cerca de 50 alunos com idade entre 0 e 5 anos. Meu advogado já foi acionado e vamos analisar se entraremos com um processo contra a mãe por calúnia e difamação”, finalizou a diretora.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela Polícia Militar e todos os envolvidos foram encaminhados à Central de Flagrantes I. A Polícia Civil vai investigar o caso.

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