Especialistas temem criação de novo vício

iG Minas Gerais | Barry Meier |


Em nova versão, empresa aumentou nicotina de 1,6% para 2,4%
PATRICIA WALL
Em nova versão, empresa aumentou nicotina de 1,6% para 2,4%

Neuchatel. A entrada das grandes empresas de tabaco no negócio de cigarros eletrônicos disparou alguns sinais de alerta. Defensores da saúde pública, lembrando a história documentada de trapaças da indústria sobre os riscos do hábito, questionam se os fabricantes de cigarro querem desenvolver equipamentos para ajudar os fumantes a parar ou encontrar novos meios para vender nicotina para jovens que nunca fumaram.

“Desenvolver produtos que satisfazem o vício dos fumantes vai aumentar o risco de que eles sejam muito viciantes para os não-fumantes”, afirma Matthew L. Myers, presidente da Campanha para Crianças sem Tabaco (Campaign for Tobacco-Free Kids), grupo de defesa em Washington, DC.

“Nossos esforços são guiados por dois objetivos: desenvolver uma gama de produtos cuja redução de riscos possa ser comprovada cientificamente e que sejam substitutos aceitáveis para fumantes que não podem ou não querem parar”, afirma o doutor Patrick Picavet, diretor de avaliação clínica da Philip Morris International, que começa a apresentar equipamentos mais finos que darão aos usuários tanta nicotina quanto o cigarro real. 

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