Aplicativos de celular ajudam a melhorar o dia a dia em casa

Empresas buscam novidades para alimentar mercado que gira bilhões

iG Minas Gerais | Henry Alford |

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Faturamento com venda de aplicativos pode chegar a US$ 38 bilhões em 2015, projeta empresa de pesquisa
DOUGLAS MAGNO / O Tempo 18.07.20
Por cima. Faturamento com venda de aplicativos pode chegar a US$ 38 bilhões em 2015, projeta empresa de pesquisa

Nova York, EUA. O século XIX viu o advento do radar, da linha de montagem, da fibra óptica e do plástico; neste, criamos aplicativos que dizem quantas pessoas no seu bairro estão dispostas a transar com você.

Entretanto, por mais que esse usuário assíduo de e-mails e entusiasta das redes sociais aqui odeie viver preso a algoritmos e bots, admito que o fato de ter o jogo de palavras Scrabble no iPhone melhorou infinitamente minha vida. Bom, se o joguinho pode clarear os recônditos mais escuros da minha vida, outros aplicativos também podem, certo? A empresa de pesquisa de mercado Forrester Research previu, em 2011, que o faturamento anual da compra dessas ferramentas chegaria a US$ 38 bilhões em 2015 – um valor tão alto que inspira curiosidade até no pior analfabeto em tecnologia. Há pouco tempo passei três semanas tentando melhorar minha vida com esses programas. Primeiro, fiz um auto-diagnóstico e descobri que não só meu corpo tem problemas, como minha casa e meu guarda-roupa. Aí comecei a fazer pesquisas no Google. Então, meu físico. O frio tinha me afastado da minha determinação de nadar e caminhar – e o resultado é que os pneuzinhos me deixaram com silhueta de telefone rotativo. Por isso, por US$ 2,99 comprei o Meal Snap, no qual você fotografa a comida e o danado conta as calorias. Deu certo uns dois dias. Dar-me ao trabalho de ter que achar o iPhone para registrar o punhado de castanha-de-caju que queria comer vendo TV à noite provou ser um corretivo poderoso – mas aos poucos a ideia de documentar meu consumo alimentar diário me pareceu abjeta, como os recibos de táxi que obcecaram Andy Warhol. Tive mais sorte com as opções dedicadas aos exercícios. Já tinha feito três sessões muito boas com o Learn Hip Hop Dance, uma série de vídeos estrelada por um tal de professor Lock, charmoso feito Samuel L. Jackson. Melhor ainda para mim – porque é resumido e porque é pura repetição, ao contrário do esquema explicação primeiro, exercício depois do Learn Hip Hop – foi a Malhação de Sete Minutos Johnson & Johnson. São sete minutos de flexões, polichinelos e outros instrumentos de tortura que vão fazer seu coração bater forte e seu corpo produzir litros de suor – e que, surpreendentemente, são atraentes por causa da curta duração de cada exercício (cerca de 60 segundos) e tempo de recuperação (uns cinco segundos).

Culinária Plated. Ainda havia na lista de testes um aplicativo que, por US$ 12, envia os ingredientes e a receita para você preparar um prato. Mas a empresa enviou molho de mostarda em vez de bolonhesa.

Resultado

O que ficou foi um apartamento bem mais ajeitado, uma sequência de exercícios que posso praticar em qualquer lugar e muitas fotos de muffins. E também um verdadeiro dilúvio de e-mails todos os dias dos programas que usei.

Os aplicativos Meal Snap: o usuário tira uma foto do que irá comer, e o aplicativo conta as calorias automaticamente Learn Hip Hop Dance: O nome diz tudo. A ideia é emagrecer dançando hip hop 7 Min Workout: O aplicativo traz séries de exercícios de apenas sete minutos TaskRabbit: Encontra profissionais na sua vizinhança que possam fazer pequenos consertos Plated: Escolha um prato do menu e receba receita e ingredientes para cozinhar.

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