Ex-mulher duvida da tese de suicídio de promotor argentino

A mulher recebeu a notícia da morte de Nisman na Espanha, onde estava junto as duas filhas de 7 e 15 anos

iG Minas Gerais |

A ex-mulher soube da morte na Espanha e já está na Argentina
´reprodução twitter
A ex-mulher soube da morte na Espanha e já está na Argentina

Buenos Aires, Argentina. A ex-mulher e mãe das duas filhas do promotor argentino responsável pelo caso do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994, encontrado morto no domingo em Buenos Aires, declarou nesta terça que duvidava da hipótese de suicídio.

“Não acredito que tenha sido suicídio”, declarou ao entrar no Ministério Público a juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher do promotor Alberto Nisman, achado morto um dia antes de apresentar no Congresso supostas provas de uma forte denúncia contra a presidente Cristina Kirchner e seu chanceler, Héctor Timerman.

A mulher recebeu a notícia da morte de Nisman na Espanha, onde estava junto as duas filhas de 7 e 15 anos, que estavam viajando pela Europa com o pai, quando na semana passada ele interrompeu repentinamente suas férias para voltar a Buenos Aires.

“Não posso fazer suposições. Ainda não prestei depoimento”, insistiu a juíza.De acordo com a necropsia, o promotor morreu por um tiro na têmpora e não havia outras pessoas no local.

Exames não detectaram sinais de pólvora nas mãos dele. “Lamentavelmente deu negativo, mas não é um resultado inesperado”, afirmou Viviana Fein, a promotora que investiga a morte. Ela explicou que em caso de armas de pequeno calibre como a 22 que, segundo a investigação, causou a morte do promotor, a quantidade de resíduos de pólvora pode ser tão ínfima que elimina resultados positivos.

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