PBH cria grupo para avaliar reivindicações da Guarda Municipal

Entre responsabilidades dessa equipe de trabalho, deverá viabilizar convênio com a Polícia Militar visando à realização de curso de treinamento para porte de arma

iG Minas Gerais | BH Notícias |

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou nesta terça-feira (20) a criação de um grupo de trabalho para avaliar e propor alterações a serem implementadas na legislação que regulamenta a profissão do Guarda Municipal. O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Informação, Thiago Grego, e o secretário adjunto de Recursos Humanos, Gleison Souza, entregaram ao presidente do Sindibel, Israel Arimar, um ofício, onde oficializam a medida em resposta às reivindicações da categoria.

A equipe de trabalho será formada por membros das Secretarias de Planejamento, Orçamento e Informação, por meio da Secretaria Adjunta de Recursos Humanos, de Segurança Urbana e Patrimonial e com a participação de guardas indicados pela categoria, por intermédio do Sindibel.

Atendendo a revindicação dos guardas, o grupo irá avaliar, sobretudo, a definição de critérios visando à ocupação de cargos em comissão e de comando exclusivamente por guardas municipais. Esse deverá concluir seus trabalhos até o final do primeiro semestre deste ano, prazo limite também para que o cargo de comandante passe a ser ocupado por guarda municipal de carreira.

Ainda ficou estabelecido que esse grupo deverá identificar experiências de sucesso em outras cidades que possam servir de inspiração para o aprimoramento das ações de capacitação da Guarda Municipal de Belo Horizonte.

Em atendimento a outra demanda apresentada pela categoria, a prefeitura informa que já está em contínuo esforço para viabilizar convênio com a Polícia Militar visando à realização de curso de treinamento para porte de arma. Em ação paralela, salienta que irá iniciar contato com outras instituições militares de modo a verificar interesse e viabilidade da realização do mencionado curso,  opção que poderá ser concretizada, caso se apresente como a mais viável.

Em relação à pauta de reivindicações dos Agentes de Combate à Endemia (ACE) e dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), a Prefeitura de Belo Horizonte informa que o pleito está sendo analisado e o retorno à categoria ocorrerá em breve.

Estopim

O que provocou a revolta da população foi a confusão durante uma ocorrência na rodoviária de Belo Horizonte, no fim da tarde de quinta-feira (15), quando uma guarda municipal foi atingida por um tiro de borracha disparado por um policial militar.

A vítima abordou um militar reformado que estava trabalhando com transporte ilegal na rodoviária de Belo Horizonte. O suspeito acionou a Polícia Militar (PM) e o clima entre as duas corporações esquentou.

Durante a confusão, uma militar foi até a viatura pegou uma arma e disparou. O tiro de borracha atingiu a bochecha da guarda, que foi socorrida por colegas. O militar que disparou e o profissional reformado, que  trabalhava como perueiro, foram presos. Um guarda municipal também foi detido.

Após a briga, cerca de 700 agentes da Guarda Municipal fecharam o cruzamento entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas, na praça Sete, e aproveitaram a situação para reivindicar melhorias para a categoria.

Reivindicações 

Dentre as exigências, as principais são estão porte de arma e cumprimento do estatuto geral da Guarda Municipal.  A utilização de coletes a prova de bala e a oportunidade de escolher um guarda municipal para ocupar o posto do comando da corporação estão entre as exigências da categoria. 

Uma assembléia geral, com participação dos guardas e de outros funcionários públicos de Belo Horizonte, está marcada para esta quarta-feira (21) e lá será decidido se a categoria permanecerá ou não de braços cruzados. 

 

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