Formado no Atlético, Yuri tenta chamar a atenção defendendo a Veterana

Volante espera fazer um grande Campeonato Mineiro com a camisa alviverde e voltar a defender um grande clube um dia

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

Quando ele subiu para o time profissional do Atlético, a situação no clube não era nada boa. Com o Galo colecionando maus resultados e brigando na parte de baixo da tabela do Brasileirão de 2008, o volante Yuri precisou 'quebrar um galho' numa posição diferente da que estava habituado a atuar nas categorias de base e acabou não tendo um desempenho positivo. Deixar o alvinegro e rodar por outras agremiações se tornou um aprendizado para o atleta, que hoje está na Caldense tentando chamar a atenção no Campeonato Mineiro e, quem sabe, voltar a defender uma grande equipe do futebol nacional.

“Optei por vir para a Caldense pelo fato de o Campeonato Mineiro ser uma vitrine. Tive propostas vindas do futebol gaúcho, paulista, carioca e pernambucano. Mas pelo fato de o Mineiro contar com o atual campeão brasileiro (o Cruzeiro) e o atual campeão da Copa do Brasil (o Atlético), isso pesou na minha decisão. Com isso, os outros times irão se fortalecer e acho que será a melhor edição do Campeonato Mineiro dos últimos anos”, declarou Yuri.

Por sinal, o volante vem sendo bastante badalado pela imprensa do Sul de Minas, por conta da qualidade no passe, da marcação e da habilidade exibidas durante os treinos da pré-temporada da Veterana.

“Não só eu, como o conjunto inteiro está trabalhando bem. Desde o goleiro até o atacante, o pessoal que não vai para o jogo, todo mundo está junto. Não tem um jogador maior que o outro aqui, todo mundo está trabalhando sério para conseguir os melhores resultados para a Caldense”, destacou o meio-campista, que tem 25 anos e muita lenha pra queimar.

“Quero voltar a disputar uma Série A de Campeonato Brasileiro, voltar a jogar num grande clube, seja Atlético ou Cruzeiro. Espero conquistar estes objetivos e quem sabe ir para fora do país, fazer uma carreira estável, mais tranquilo, com a família”, afirmou o volante.

Confira outros trechos da entrevista de Yuri ao SuperFC

Qual sua expectativa para o Campeonato Mineiro? É boa, a Caldense tem jogadores de qualidade. Então, é a melhor possível, dentro dos nossos objetivos. Primeiramente, esperamos nos classificar para a Série D do Brasileiro, e depois buscar a semifinal e quem sabe até a final do Mineiro.

Você começou no Atlético. Fale um pouco daquele início e de sua trajetória no futebol. Comecei no Atlético, um tempo maravilhoso na base. Quando subi foi um momento um pouco conturbado. A gente não tinha o respaldo que os meninos tem hoje no Atlético, com a ajuda toda. Naquela época, a gente tinha que entrar para decidir. Hoje, se entra no time de forma diferente. Mas foi tudo aprendizado para mim, só somou na minha carreira. Mudei um pouquinho de função também, o que me ajudou muito na minha carreira. Tive passagem em Portugal (Marítimo), que foi boa. Também tive uma passagem no Goiás, que foi maravilhosa, em que chegamos na semifinal da Copa do Brasil e fomos campeões da Série B. Atuei no Náutico no ano passado, o que foi excelente. Acho que agora expectativa é fazer um baita Campeonato Mineiro.

Fale um pouco sobre essa mudança de posição. Na base eu sempre joguei de volante, seja primeiro ou segundo, ou mesmo de terceiro homem de meio de campo. Quando subi para o profissional, o pessoal tentou me colocar um pouco mais para frente, mais de meia, jogando de costas, que não é muito minha característica. Mas quando você é garoto, está subindo e não tem tanta maturidade para falar com o treinador, você vai indo. Hoje não, jogo mais de segundo volante ou terceiro homem de meio de campo, que foi o que sempre fiz mesmo. Mas tudo vem a somar na nossa carreira.

Tem muita gente na Caldense que você conhece desde a base do Atlético? Tem sim. Joguei com o Cristiano, atacante, na base e o João, goleiro, também. Tem o Helder que atuou no Cruzeiro. O Tiago Azulão jogou comigo em Tombos-SP. O Ewerton Maradona também era da base do Atlético. Tem ainda o Marcelinho, que foi do América. Aqui tem um pessoal bem conhecido.

Isso ajuda bastante na adaptação também? Com certeza ajuda bastante, a gente se conhece bem, sabe como cada um joga. E fora de campo, também tem a amizade.

E lá no Atlético tem muita gente ainda da época em que você jogava lá? Tem sim. Tem o Marcos Rocha, o Marion, o Jemerson, o Lucas Cândido, pessoal da comissão técnica da base está toda lá.

Você a conversar muito com eles, já tem aposta para o jogo entre Caldense e Atlético? A gente fica mais na humildade, trabalhando sossegado. Sempre sonhamos em bater de frente com eles, mas é preciso ter calma e fazer nosso trabalho bem aqui.

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