Enquete sobre entrega de armas para a Guarda Municipal divide leitores

Votação feita pelo portal O Tempo mostra que 51% dos internautas concordam que agentes municipais devam carregar armamento letal

iG Minas Gerais | FELIPE CASTANHEIRA |

Uma antiga reivindicação da Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH), o porte de armas letais pela corporação veio novamente à tona, após a confusão entre os agentes da prefeitura e policiais militares, ocorrida na tarde da quinta-feira,15 de janeiro. Desde sua formação, em 2003, a GMBH solicita os guardas tenham porte de arma, em 2005 a prefeitura chegou a comprar 500 armas, que atualmente estão guardadas em um deposito do Polícia Militar.

O portal o tempo realizou uma enquete entre seus leitores sobre o tema e 51% (607 votos) dos participantes se colocaram favoráveis ao armamento da Guarda Municipal e 49% (592 votos) dos internautas foram contrários. O resultado mostra que o tema ainda gera polêmica e que os moradores da capital estão divididos.

Atualmente os guardas municipais portam armas de taser (tiros de choque) e esperam a liberação para o uso de armas de fogo. Na sexta-feira(16) a prefeitura anunciou que os procedimentos administrativos para que a GMBH fosse armada já estão em andamento, mas que apenas os agentes que ficam em pontos com risco de confronto receberão o equipamento.

Nesta segunda-feira, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) e representantes da Guarda Municipal se reuniram com integrantes da prefeitura para discutir assunto. Segundo a entidade trabalhista, a prefeitura teria reafirmado que toda a corporação receberia porte de arma. O Sindibel prepara uma assembleia geral para a próxima quarta-feira (21), quando o ponto será novamente avaliado. Relembre No dia 15 de janeiro uma grande confusão teve início quando dois guardas municipais abordaram um policial reformado fazendo transporte irregular de passageiros no terminal rodoviário da capital. Após discutirem,  o suspeito agrediu o guarda municipal, que revidou com um disparo de taser (arma de choque).

A Polícia Militar foi chamada, e uma nova discussão começou. Lilian e uma companheira foram dar apoio a abordagem e ela acabou levando um tiro de bala de borracha no rosto, que foi disparado por um PM. Ela foi encaminhada para o Hospital Odilon Behrens e depois transferida para o Hospital João XXIII. Um guarda municipal, o policial reformado e o cabo da PM que atirou foram detidos.

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