Trio é condenado por morte de jovem em ritual de magia negra em BH

Acusados de matar Camilla de Oliveira foram condenados em julgamento realizado nesta segunda-feira

iG Minas Gerais | Felipe Castanheira |

Cidades - Super - Belo Horizonte - MG  

Homens suspeitos de matar Camilla Christina Souza durante ritual de magia negra sao presos. Crime aconteceu em outubro do ano passado, no dia das bruxas.

Na foto: Warley dos Reis, Raony Dias Miranda e Kliver Alves dos Santos

FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO - 10.02.2014
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Cidades - Super - Belo Horizonte - MG Homens suspeitos de matar Camilla Christina Souza durante ritual de magia negra sao presos. Crime aconteceu em outubro do ano passado, no dia das bruxas. Na foto: Warley dos Reis, Raony Dias Miranda e Kliver Alves dos Santos FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO - 10.02.2014

Os três acusado de matar Camilla Christina Oliveira de Souza, 17, em um ritual de magia negra foram condenados a prisão nesta segunda-feira(20). Ocorrido em 31 de outubro de 2013, no bairro São Bernardo, em Belo Horizonte, o crime foi cometido por Warley dos Reis Valentin da Silva, Kliver Marlei Alves dos Santos e Raony Dias Miranda, que cortaram o pescoço da jovem e a jogaram do segunda andar de uma casa onde funcionava uma casa de umbanda.

Os autores do crime foram condenados a, respectivamente, 12, 16 e 13 anos de prisão em regime fechado, sem poderem recorrer a decisão em liberdade. O juri, composto de uma mulher e seis homens, considerou os três homens como os autores do assassinato. A decisão do juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga, determinou a pena dos acusados levando em consideração que o ato foi premeditado.

Raony Dias Miranda era o pai de santo do um centro de candomblé, e se considerava um feiticeiro,além de ser também drag queen, usando o nome de Gabi. No mesmo lote em que era realizado o culto, moravam os irmãos Kliver Marcei Alves dos Santos e Warley dos Reis Valentim da Silva, também adeptos da seita.

De acordo com a investigação feita pela Polícia Civil, Camilla  teria deixado de usar um colar de contas preto com dois chifres brancos, que simbolizaria a iniciação no grupo e abandonado a seita, o que causou a revolta dos outros membros.

No dia escolhido para o crime, o trio chamou Camilla para ir ao local onde eram realizados os rituais. Após matar a vítima, os três beberam o sangue de Camilla, acreditando que, assim, o sacrifício estava completo e que eles estariam protegidos de males espirituais e também adversidades humanas, inclusive a prisão pelo crime. Na linguagem deles, era um sacrifício para “fechar o corpo”.

Durante o julgamento, a defesa alegou que apenas Warley cometeu o assassinato, sem a participação dos outros acusados. Já a acusação sustentou que os três cometeram homicídio duplamente qualificado e que os réus não argumentaram contra nenhuma das testemunhas. Um dos argumentos usados pela promotora Denise Guerzoni foi que a ausência de lesões defensivas demonstravam que a vítima foi imobilizada e que dados da perícia  indicavam haver mais de um agressor.

Os advogados dos acusados questionaram a versão de um ritual de magia negra e pediu a absolvição de  de Pedindo a absolvição de Kliver Marcei e Raony Dias, atribuindo o crime a uma disputa de tráfico, já que Camilla também teria envolvimento com a venda de drogas.

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