Seleção descansa em hotel luxuoso antes de 'segunda final'

No local também estão hospedadas as equipes da Eslovênia, Espanha e Chile

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Das três "finais" que precisa fazer no Mundial de handebol para passar de fase, o Brasil já venceu a primeira, contra Belarus (34 a 29). Um dia depois, nesta terça-feira (20), o técnico Jordi Ribera cancelou o treino para os atletas poderem descansar.

E se era para relaxar antes do jogo decisivo contra a Eslovênia, nesta quarta, às 12h (de Brasília), a seleção está bem acomodada. O hotel em que a delegação brasileira está --junto com a eslovena, a espanhola e a chilena --é dos mais luxuosos de Doha, capital do Qatar.

A diária no Grand Hyatt nesta época do ano varia entre R$ 1,1 mil (o quarto mais simples) e R$ 12 mil (a suíte real), na conversão do rial (moeda local) desta terça. Cada seleção está em um andar. Entre as opções para os hóspedes há piscinas, uma praia particular à beira da baía de Doha (as temperaturas nesta semana variam entre 13ºC e 24ºC), restaurantes, um SPA, academia de ginástica etc. Sempre com muita ostentação.

"Em mundiais costumamos ficar em bons hotéis, nunca igual a esse. Está um 'pouquinho' acima. E o clima ainda está ajudando para aproveitar. No verão, com 50ºC, não sei como é", diz Japa, armador da seleção que está em seu quinto Mundial.

Até o momento, o Brasil ficou na rotina de jogar em um dia e treinar no outro, jogar, treinar. Na sexta-feira, a equipe encerra a primeira fase contra o Chile.

Pela primeira vez desde a estreia (derrota para o Qatar, depois para a Espanha) a equipe passou um dia sem ir para o ginásio. O preparador físico Luis Antônio Luisi Turisco e o fisioterapeuta Gustavo Barbosa aproveitaram para passar séries de alongamentos e exercícios para uma recuperação mais rápida dos jogadores.

"É bom ter um dia de descanso depois de um jogo como o de ontem", lembra o ponta Felipe Borges, artilheiro na vitória sobre Belarus, com nove gols, e da seleção neste Mundial, com 16, ao lado de outro ponta, Fábio Chiuffa.

Os brasileiros só não tiveram tempo de passear por Doha ainda. Um dos poucos que já conhece os pontos turísticos e os shoppings da capital do Qatar é o ponta Cléber. Caçula da seleção, com 20 anos, ele esteve nos dois últimos Mundiais de Clubes, também disputados em Doha, pelo seu time, o Taubaté.

"É meu terceiro ano seguido aqui. E eles sempre deixam a gente em hotéis de luxo, mas desta vez não tem comparação. É tudo top, mandei até mensagem para contar para o pessoal do clube", diz Cléber. "É uma cidade legal para jogar, para visitar. Mas não viria passar férias aqui, não", conclui.

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