Cunha e Chinaglia oferecem obras e salário maior na disputa por cargo

Candidatos prometem equiparar os salários dos congressistas e do Executivo ao dos ministros do STF, que evitaria o desgaste de ter que discutir reajustes separados

iG Minas Gerais | Folhapress |

José Cruz/ABr
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Na reta final da briga pela presidência da Câmara, os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) apresentaram como plataforma para conquistar votos um "pacote de bondades", com antigas reivindicações dos deputados que terão impacto nos cofres públicos.

Em comum, os dois candidatos prometem equiparar os salários dos congressistas e do Executivo ao dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o que evitaria o desgaste de ter que discutir reajustes separados para cada Poder.

Há ainda a promessa de construir um novo prédio para abrigar novos gabinetes --obra orçada em mais de R$ 400 milhões-- e a garantia de pagamento da verba destinada pelos parlamentares no orçamento principalmente para obras em seus redutos eleitorais, as chamadas emendas parlamentares.

Numa tentativa para se destacar do peemedebista, apontado como favorito na corrida, Chinaglia se compromete em reajustar a verba de gabinete, destinada ao pagamento de funcionários de gabinetes. Atualmente, cada um dos 513 deputados tem direito a R$ 78 mil para contratar até 25 servidores, sem concurso público.

Verba indenizatória

Em outra frente, o petista se compromete a promover um ajuste na verba indenizatória, destinado a pagar despesas com a atividade parlamentar, como telefone, passagens, consultorias, divulgação, entre outras. Hoje, essa verba varia de R$ 27 mil a R$ 41 mil, dependendo do Estado do congressista. Ele promete "mudar a metodologia de compra de passagens aéreas para otimizar a utilização desses recursos".

Há ainda compromisso em manter a reforma de apartamentos funcionais. Para se descolar da imagem de candidato palaciano, o deputado afirma no material que trabalhará com independência.

"Precisamos da garantia de uma Câmara democrática, sem imposições externas ou até mesmo internas para desempenharmos o nosso papel, legitimadas pela vontade popular. Devemos usar a energia que brota de nossas convicções e, ao mesmo tempo, exercer o diálogo sereno, equilibrado e respeitoso entre os iguais".

Terceiro candidato na disputa, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) ainda finaliza uma carta compromisso que deve ser divulgada nos próximos dias.