Governo cobra contrapartidas de clubes em renegociação de dívidas

Formada apenas por integrantes do governo no primeiro momento, comissão será criada para estabelecer novo sistema

iG Minas Gerais | Folhapress |

Agência Câmara
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O ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) informou nesta terça-feira (20) que o governo deverá criar uma comissão interministerial para discutir uma nova forma de refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol.

Formada apenas por integrantes do governo no primeiro momento, a comissão deverá estabelecer um novo sistema de refinanciamento das dívidas com contrapartidas que os clubes deverão cumprir. O ministro, no entanto, não soube informar quando a comissão será criada mas disse que deve ser ainda no início deste ano. Ele afirmou também que o governo continuará conversando com dirigentes e jogadores. 

Nesta segunda-feira (19), a presidente Dilma Rousseff vetou trecho de medida provisória que estabelecia regras para o refinanciamento das dívidas, porém, sem nenhuma contrapartida.

Ao justificar a medida, o governo federal cobrou "responsabilidade fiscal dos clubes e entidades, a transparência e o aprimoramento de sua gestão, bem como a efetividade dos direitos dos atletas". O refinanciamento sem que os clubes tenham nenhuma obrigação em troca foi incluída na medida provisória por meio de uma manobra legislativa do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), ligado à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

"A presidenta vai constituir uma comissão interministerial para discutir uma proposta que trate dessa questão das finanças dos clubes, das dificuldades que eles estão enfrentando, mas também que trate da governança dos clubes de futebol. É uma matéria que não é simples. Há polêmicas até entre as pessoas que vivem o dia a dia do futebol", afirmou Pepe Vargas em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

Antes mesmo da confirmação do veto da presidente ao refinanciamento das dívidas dos clubes, o Bom Senso FC, grupo de jogadores que pedem mudanças na administração do futebol brasileiro, já comemorava a decisão.

O Bom Senso defendia o veto. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), os clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais defendiam a aprovação. Para o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, é importante que os clubes comecem do zero.

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