Empresária que se prostituía é assassinada e jogada em lata de lixo

Jovem, que é de Tocantins e estava na cidade com amigas, foi encontrada nua e com cortes no crânio e pescoço; ainda não há informações da motivação do crime

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Jovem trabalhava no ramo de arquitetura
Facebook/ Reprodução
Jovem trabalhava no ramo de arquitetura

A Polícia Civil de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, investiga a morte de uma empresária de 26 anos que foi assassinada e jogada em uma lata de lixo. O corpo foi encontrado nessa segunda-feira (19) e, segundo amigas, a vítima foi morta após sair para fazer um programa sexual.

A perícia esteve no local e constatou que a jovem foi esfaqueada na cabeça e no pescoço. Conforme populares que costumam passar pelo local, a mulher provavelmente foi abandonada na última sexta-feira (16).

Foi nesse dia que a Kesia, que trabalha em Tocantins no ramo de arquitetura, foi vista pela última vez. A vítima estava na cidade a trabalho com mais duas amigas e teria dito a elas que teria um encontro marcado. Kesia pegou um táxi com destino ao bairro Jardim Célia e não foi mais vista.

Como a mulher não retornou para onde estava hospedada, uma das amigas deu uma queixa de desaparecimento no sábado (17). Em conversa com os policiais, as duas amigas da vítima contaram que são garotas de programa e que a vítima também era. Na sexta, uma delas tinha marcado um programa sexual, mas não conseguiu comparecer. Sendo assim, Kesia resolveu ir no lugar da outra jovem e saiu do hotel por volta das 14h.

Após a empresária sair para o programa, a amiga que deveria ir ao compromisso recebeu a ligação do mesmo homem. Ao buscar pelo número de telefone dele, a polícia descobriu que o número era de uma oficina localizada na rua Padre Miguelinho, no bairro Nossa Senhora das Graças.

Policiais foram ao local e fizeram contato com o proprietário e o gerente do comércio. Conforme o boletim, eles afirmaram que desconheciam o caso, uma vez que estavam viajando e tinham chegado na sexta.

No entanto, os homens, que são irmãos, contaram que as chaves do estabelecimento tinham ficado sob responsabilidade do filho de um deles, um jovem de 23 anos.

Pai tentou contato com o filho

Ao tomar conhecimento da história, o gerente da oficina entrou em contato com o filho e pediu que ele se apresentasse para conversar com a polícia. Porém, o suspeito não apareceu.

Policias fizeram contato com um outro funcionário nessa segunda-feira (19). Ele foi até o local onde o corpo foi encontrado e confirmou que a lata de lixo em que estava a vítima era da empresa.

Além dela, um sifão e uma vasilha usada para alimentar os cachorros da oficina foram reconhecidas. O funcionário afirmou que o suspeito foi a única pessoa que se ausentou da firma no dia do crime.

O delegado responsável pelo caso,  Matheus Reis Possancin, informou, por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, que as investigações continuam, mas o suspeito ainda não se apresentou.

Mobilização pela internet

Assim que souberam do desaparecimento de Kesia, amigos da vítima que moram em Tocantins fizeram uma campanha pelas redes sociais para tentar localizar a jovem. Uma foto dela com as informações do sumiço foi compartilhada mais de 1.500 vezes.

Após a notícia da confirmação da morte, vários internautas lamentaram o ocorrido. Conforme funcionários do necrotério Bom Pastor, o corpo de Kesia foi liberado para a família na manhã desta terça por volta das 10h.

Irmãos e primos da vítima seguiram com o corpo para Paraíso do Tocantins, a 66 km de Palmas, onde a empresária morava. Ainda não há informações sobre o horário de sepultamento da mulher.

A reportagem de O TEMPO fez contato por uma rede social com uma das irmãs de Kesia, mas ela disse que estava voltando para a cidade e não poderia conversar. Muito abalados, amigos também se recusaram a comentar a história.

“Não temos condições de conversar. Estamos todos destruídos com isso tudo”, se limitou a dizer uma das amigas da jovem.

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